Investidores mantêm atenção redobrada: prévia da inflação aponta estabilidade, dólar recua e Bolsa bate recorde, enquanto o mercado se prepara para a ‘superquarta’ de decisões de juros no Brasil e nos EUA.
O dólar recuava na última terça-feira (27/1), enquanto a Bolsa de Valores de São Paulo (B3) atingia recorde histórico, com investidores repercutindo a divulgação do IPCA-15, a prévia da inflação oficial de janeiro, e se preparando para a chamada “superquarta”, quando os Bancos Centrais do Brasil e dos Estados Unidos anunciarão as decisões sobre a taxa básica de juros.
Às 9h55, o dólar comercial registrava queda de 0,43%, sendo negociado a R$ 5,258. Durante o dia, a moeda oscilou entre R$ 5,256 e R$ 5,278. Na véspera, o dólar havia encerrado praticamente estável, em R$ 5,279, acumulando, no ano, perda de 3,81% frente ao real.
O principal índice da B3, o Ibovespa, avançava 1,34%, alcançando 181,1 mil pontos às 10h12, renovando seu recorde histórico. Na segunda-feira, o índice havia fechado praticamente estável, aos 178,7 mil pontos.
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Segundo o IBGE, o IPCA-15 de janeiro de 2026 registrou alta de 0,2%, ligeiramente abaixo da expectativa média do mercado, que projetava 0,22%. No acumulado de 12 meses, o índice subiu 4,5%, frente a 4,41% nos 12 meses anteriores.
Entre os nove grupos pesquisados, sete tiveram alta de preços, variando de 0,05% em educação a 0,81% em saúde e cuidados pessoais. O destaque positivo ficou com o grupo de saúde, influenciado pelo aumento nos artigos de higiene pessoal (1,38%) e planos de saúde (0,49%). Outros grupos que contribuíram para a alta foram comunicação (0,73%), puxado pelos aparelhos telefônicos (2,57%), e alimentação e bebidas (0,31%), interrompendo a queda que vinha se estendendo por sete meses.
A única retração significativa veio de habitação (-0,26%) e transportes (-0,13%), impulsionados, principalmente, pela redução de preços das passagens aéreas e transportes coletivos.
O IPCA-15 funciona como prévia do IPCA oficial, abrangendo famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos e coleta dados em 11 capitais brasileiras. A próxima divulgação ocorrerá em 27 de fevereiro.
O mercado aguarda ansioso as decisões sobre a Selic no Brasil e a taxa de juros do Fed nos Estados Unidos. A “superquarta” é marcada justamente pela convergência das divulgações dos dois bancos centrais, evento de alto impacto para investimentos, câmbio e mercado de ações.
No Brasil, a expectativa é que a Selic se mantenha em 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas. O foco dos investidores estará no comunicado do Copom, que pode indicar se há sinais de cortes a partir de março.
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Nos EUA, a taxa de juros está atualmente entre 3,5% e 3,75% ao ano, após cortes sucessivos de 0,25 ponto percentual. A ferramenta FedWatch, do CME Group, aponta 97,2% de probabilidade de manutenção da taxa. Além disso, cresce a expectativa sobre um possível anúncio do presidente Donald Trump sobre o sucessor de Jerome Powell, cujo mandato se encerra em maio.