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Dólar despenca ao menor patamar desde junho e bolsa brasileira dispara com alta do petróleo
Foto: Divulgação

Entrada de capital estrangeiro, valorização do petróleo e juros elevados impulsionam o mercado financeiro brasileiro

O mercado financeiro brasileiro teve um dia de forte recuperação nesta quarta-feira (22). O dólar comercial fechou em queda pelo terceiro pregão consecutivo e atingiu o menor valor desde o início de junho, enquanto a Bolsa de Valores registrou uma alta expressiva, impulsionada pela valorização do petróleo no mercado internacional e pelo aumento do fluxo de investimentos estrangeiros no país.

 

A moeda norte-americana encerrou o dia cotada a R$ 5,053, com recuo de 0,42%, acumulando uma desvalorização de 7,95% em 2026. Durante parte do pregão, o dólar chegou a operar em alta, mas perdeu força ao longo do dia diante da entrada de recursos externos e do bom desempenho dos ativos brasileiros.

 

Especialistas apontam que os elevados juros praticados no Brasil continuam atraindo investidores estrangeiros em busca de maior rentabilidade. Além disso, a valorização do petróleo melhora as perspectivas para a economia brasileira, já que o país é um importante exportador da commodity.

 

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O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, também teve um desempenho positivo e avançou 2,44%, encerrando o pregão aos 177.547 pontos. Com o resultado, o mercado interrompeu uma sequência de cinco sessões consecutivas de queda.

 

As ações da Petrobras estiveram entre os destaques do dia, acompanhando a forte alta do petróleo no mercado internacional. Os papéis ordinários da estatal subiram 2,39%, enquanto as ações preferenciais avançaram 2,21%.

 

O movimento também beneficiou empresas dos setores de mineração, bancos e commodities, que lideraram os ganhos da Bolsa.

 

No cenário internacional, o petróleo registrou a quarta sessão seguida de valorização. O barril do tipo Brent, referência mundial, fechou cotado a US$ 94,07, com alta de 3,36%. Já o barril do tipo WTI, negociado nos Estados Unidos, avançou 2,95%, encerrando o dia a US$ 86,83.

 

A disparada nos preços é reflexo das crescentes tensões geopolíticas no Oriente Médio. O mercado acompanha com preocupação o risco de interrupções no transporte marítimo de petróleo em rotas estratégicas, como os estreitos de Ormuz e Bab-el-Mandeb, diante do agravamento das ameaças envolvendo o Irã e o grupo Houthi, do Iêmen.

 

Mesmo com a entrada em vigor da tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros, investidores avaliaram que os impactos da medida já estavam precificados pelo mercado, reduzindo seus efeitos sobre o câmbio.

 

Outro fator que reforçou o otimismo foi a divulgação de dados do Banco Central, mostrando que o fluxo cambial brasileiro permanece positivo em 2026, com saldo acumulado de US$ 17,946 bilhões até julho, indicando maior entrada de recursos no país.

 

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O desempenho desta quarta-feira reforça a percepção de que, apesar das incertezas no cenário internacional, o mercado brasileiro continua atraindo investidores, sustentado pelos juros elevados, pelo fluxo de capital estrangeiro e pelo fortalecimento das commodities. 

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