Mercado financeiro teve um dia de cautela nesta quinta-feira (15), com investidores atentos ao cenário eleitoral e às possíveis medidas econômicas do governo; petróleo fechou com resultados distintos no mercado internacional.
O dólar comercial encerrou a sessão desta quinta-feira (15) em alta de 1,15%, cotado a R$ 5,087, após atingir a máxima de R$ 5,098 durante o pregão. No mesmo dia, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, recuou 1,06%, aos 204.324,26 pontos.
O desempenho dos ativos refletiu a cautela dos investidores diante das incertezas políticas e econômicas no Brasil. Entre os fatores acompanhados pelo mercado estavam a divulgação de uma nova pesquisa eleitoral e notícias sobre possíveis medidas do governo federal, incluindo uma proposta de tarifa zero no transporte público aos fins de semana e feriados.
No cenário internacional, o dólar perdeu força em relação a outras moedas importantes. Já o petróleo apresentou movimentos diferentes entre suas principais referências, com queda do Brent e valorização do WTI, negociado nos Estados Unidos.
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DÓLAR FECHA NO MAIOR PATAMAR DESDE O INÍCIO DE OUTUBRO
A moeda norte-americana ganhou força ao longo do pregão e renovou máximas na reta final das negociações. O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,087, com valorização de 1,15%, registrando o maior valor de fechamento desde 2 de outubro, quando terminou a sessão a R$ 5,216.
A alta no Brasil ocorreu na contramão do movimento observado no exterior. Por volta das 17h, o índice DXY, que acompanha o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, recuava 0,53%, aos 102,015 pontos.
No mercado doméstico, investidores acompanharam os desdobramentos do cenário eleitoral e as notícias envolvendo possíveis mudanças na política econômica. A possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciar a gratuidade do transporte público aos fins de semana e feriados também entrou no radar, diante das preocupações com os impactos fiscais de medidas governamentais.
Apesar de registrar a terceira alta consecutiva, o dólar ainda acumula queda de 1,70% em outubro. No acumulado de 2026, a desvalorização chega a 7,33%.
IBOVESPA RECUA E ENCERRA AOS 204 MIL PONTOS
O Ibovespa passou boa parte da tarde oscilando na faixa dos 205 mil pontos, mas intensificou as perdas na última hora de negociação. O índice chegou a se aproximar da mínima do dia, de 203.110,43 pontos, antes de encerrar a sessão em queda de 1,06%, aos 204.324,26 pontos.
A retração foi associada ao ambiente de cautela dos investidores, que monitoraram as incertezas políticas e as possíveis medidas econômicas com efeitos sobre as contas públicas nos próximos anos.
O volume financeiro movimentado durante a sessão foi de R$ 27 bilhões. Mesmo com o resultado negativo desta quinta-feira, o principal índice da Bolsa brasileira mantém alta acumulada de 9,65% em outubro e de 26,81% no ano.
Na semana, porém, o Ibovespa registra queda de 2,27%, refletindo as perdas acumuladas nas últimas sessões.
PETRÓLEO FECHA SEM DIREÇÃO ÚNICA
No mercado internacional, os preços do petróleo terminaram o dia com resultados divergentes. Os investidores ajustaram posições após a valorização registrada na sessão anterior e acompanharam as tensões geopolíticas no Oriente Médio e entre Rússia e Ucrânia, além das perspectivas para a oferta global da commodity.
O petróleo Brent, referência internacional, caiu 0,13% e encerrou negociado a US$ 105,92 por barril. Já o WTI, referência nos Estados Unidos para entrega em novembro, avançou 3,03%, chegando a US$ 97,97 por barril.
Outro fator que influenciou as negociações foi a divulgação dos estoques norte-americanos. As reservas semanais de petróleo dos Estados Unidos recuaram 8,557 milhões de barris, uma redução superior à esperada pelo mercado.
Além disso, a Agência Internacional de Energia concordou, nesta quinta-feira, em acelerar a liberação de aproximadamente 100 milhões de barris de reservas estratégicas. A medida havia sido anunciada pelo G7 no início de outubro e busca ampliar a oferta disponível no mercado internacional.
CONFIRA OS PRINCIPAIS NÚMEROS DO MERCADO
Dólar comercial: R$ 5,087, alta de 1,15%.
Máxima do dólar: R$ 5,098.
Dólar em outubro: queda acumulada de 1,70%.
Dólar em 2026: queda acumulada de 7,33%.
Ibovespa: 204.324,26 pontos, queda de 1,06%.
Ibovespa na semana: recuo de 2,27%.
Ibovespa em outubro: alta acumulada de 9,65%.
Ibovespa em 2026: alta acumulada de 26,81%.
Petróleo Brent: US$ 105,92 por barril, queda de 0,13%.
Petróleo WTI: US$ 97,97 por barril, alta de 3,03%.
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