O dólar encerrou o pregão desta sexta-feira (20) cotado a R$ 5,30, atingindo o maior nível desde janeiro de 2026. A moeda norte-americana fechou em R$ 5,308, com alta de 1,79% no dia, acompanhando a valorização global frente a outras divisas.
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a moedas fortes, avançou 0,36%. Segundo especialistas, o movimento reflete o aumento da aversão ao risco em meio à escalada das tensões envolvendo o Irã.
Para Bruno Shahini, da Nomad, o cenário internacional voltou a pressionar a cotação.
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“O dólar ganhou força superando o nível de R$ 5,30 em meio a uma deterioração clara do ambiente de risco global. Apesar de alguns sinais de possível desescalada na tarde de ontem, o mercado volta a focar nas incertezas em torno de um conflito de maior duração especialmente após notícias de uma possível incursão terrestre dos Estados Unidos no Irã", disse, no relatório desta sexta-feira (20).
"Esse movimento elevou de forma relevante o risco de um choque adicional nos preços de energia, com o petróleo avançando para níveis acima de US$ 110 por barril . O estresse se refletiu de forma ampla nos mercados, com forte queda das bolsas em Nova York e alta expressiva do VIX, indicando um movimento de risk off generalizado. Nesse contexto, o mercado permanece em modo defensivo com o DXY voltando a subir, reforçando o movimento global de fortalecimento do dólar", completou.
Apesar da alta no dia, o dólar acumulou leve queda de 0,11% na semana.
IBOVESPA EM QUEDA
O Ibovespa também refletiu o cenário externo e fechou em queda de 2,25%, aos 176.219 pontos. O desempenho acompanhou o recuo das bolsas internacionais, influenciadas pelo ambiente geopolítico mais incerto.
O movimento está ligado ao aumento da aversão ao risco global, com investidores mais cautelosos diante da guerra no Oriente Médio. Apenas cinco ações do índice terminaram o dia em alta.
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Entre os setores, bancos, petróleo, siderurgia e consumo cíclico registraram perdas, pressionados também pela alta dos juros futuros.