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Dólar fecha próximo de R$ 5,49 em meio a turbulência global e temor sobre o setor de inteligência artificial
Foto: Kinga Krzeminska/Getty Images

Na quinta, o dólar subiu 0,67% e a bolsa brasileira caiu 0,82%, em meio à instabilidade da bolsa americana e incertezas do governo Lula

O dólar comercial encerrou a quinta-feira (5) em alta de 0,67%, cotado a R$ 5,4876, aproximando-se da marca de R$ 5,50. O avanço da moeda norte-americana ocorreu em um dia de forte instabilidade nos mercados internacionais, marcado pela queda expressiva das bolsas de valores e pela preocupação dos investidores com o futuro do setor de inteligência artificial.

 

No Brasil, o Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores, recuou 0,82%, fechando aos 166.191,45 pontos. O desempenho negativo acompanhou as perdas registradas em Wall Street, onde empresas de tecnologia e fabricantes de semicondutores foram atingidas por uma onda de vendas.

 

Um dos fatores que provocaram a reação dos investidores foi o temor de que a vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos abra espaço para regras mais rígidas sobre o desenvolvimento da inteligência artificial e a construção de centros de processamento de dados. A possibilidade de restrições ameaça investimentos bilionários realizados por empresas do setor.

 

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O movimento também atingiu os principais indicadores norte-americanos. O Nasdaq despencou 5,52%, enquanto o S&P 500 caiu 4,36% e o Dow Jones recuou 3,44%. A desvalorização aumentou a aversão ao risco e levou investidores a reduzir aplicações em mercados emergentes, incluindo o brasileiro.

 

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Além do cenário internacional, fatores internos contribuíram para a pressão sobre o real. Os investidores acompanharam a decisão do Banco Central de manter a taxa Selic em 13,75% ao ano, interrompendo uma sequência de cinco cortes consecutivos, além das discussões do governo sobre a situação fiscal. A combinação de incertezas externas e domésticas manteve o mercado financeiro em alerta. 

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