Mercado reage a indicadores abaixo do esperado no Brasil, enquanto cenário dos juros volta a dominar o foco dos investidores.
O mercado financeiro encerrou esta terça-feira (30) em baixa. O dólar caiu 0,23% frente ao real, fechando cotado a R$ 5,16, enquanto o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), recuou 0,68%, terminando o pregão na faixa dos 172 mil pontos.
Após dias de atenção voltada aos conflitos no Oriente Médio, os investidores passaram a concentrar o foco nos indicadores econômicos e nas perspectivas para as taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos.
Nos Estados Unidos, novos dados mostraram que o mercado de trabalho continua aquecido. O relatório Jolts apontou a abertura de 7,594 milhões de vagas de emprego em maio, número superior às projeções do mercado, reforçando a expectativa de que o Federal Reserve (Fed) mantenha uma política monetária mais rígida e possa elevar os juros nos próximos meses.
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Já no Brasil, o cenário foi de desaceleração. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) revelaram a criação de 72.960 vagas formais em maio, resultado bem abaixo da expectativa de aproximadamente 120 mil novos postos. O desempenho também representa uma queda de 51% em relação ao mesmo período do ano passado e é o mais fraco para o mês desde 2020.
Outro indicador que chamou a atenção foi a dívida pública brasileira. Segundo o Banco Central, a Dívida Bruta do Governo Geral alcançou R$ 10,6 trilhões, o equivalente a 81,1% do Produto Interno Bruto (PIB), percentual acima das estimativas do mercado e um dos maiores registrados nos últimos cinco anos.
No mercado internacional, a redução das tensões no Oriente Médio contribuiu para a queda dos preços do petróleo. O barril do tipo Brent encerrou o dia cotado a US$ 72,95, enquanto o WTI fechou em US$ 69,50, refletindo um ambiente de menor pressão geopolítica.
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Para especialistas, embora o cenário externo tenha apresentado melhora, a Bolsa brasileira continua pressionada pelos juros elevados e pela ausência de um fluxo mais intenso de investidores estrangeiros, fatores que dificultam uma recuperação mais consistente do mercado acionário.