Mercados operam com cautela enquanto petróleo dispara e cenário geopolítico segue incerto.
O dólar apresentou leve variação nesta quinta-feira (16), encerrando o dia praticamente estável, cotado a R$ 4,99 nível que segue como o mais baixo desde março de 2024. A alta foi de apenas 0,02%, refletindo um cenário de cautela entre os investidores.
Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), fechou em queda de 0,47%, aos 196,8 mil pontos, acompanhando o clima de incerteza nos mercados globais.
O comportamento dos investidores tem sido marcado por expectativa diante dos desdobramentos no Oriente Médio. Apesar do anúncio de um cessar-fogo temporário de dez dias entre Líbano e Israel, mediado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o cenário ainda inspira cautela.
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Mesmo com a sinalização de trégua, o preço do petróleo avançou significativamente no mercado internacional. O barril do tipo Brent, referência global, subiu 4,69% e se aproximou dos US$ 100, sendo negociado a US$ 99,39. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, teve alta de 3,72%, alcançando US$ 94,69.
A valorização da commodity está relacionada, principalmente, às incertezas envolvendo o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, região estratégica para o transporte global da matéria-prima, que segue com restrições.
No cenário internacional, o dólar também ganhou força frente a outras moedas. O índice DXY, que mede o desempenho da divisa americana em relação a uma cesta de moedas fortes, registrou alta após uma sequência de quedas recentes.
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Segundo analistas do mercado financeiro, apesar do avanço do petróleo e das tensões geopolíticas, não houve uma fuga generalizada de ativos de risco. No Brasil, fatores como juros elevados, entrada de capital estrangeiro e o bom desempenho das commodities continuam sustentando o real em patamar valorizado.