Na véspera, a moeda americana teve alta de 0,98%, cotada a R$ 5,1606. Já a bolsa brasileira recuou 2,50%, aos 167.875 pontos
O mercado financeiro brasileiro teve um dia de forte pressão nesta terça-feira (11). O dólar comercial fechou em alta de 1,02%, cotado a R$ 5,16, enquanto o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, recuou 2,5%, aos 167.874 pontos, no menor nível desde janeiro.
A piora no humor dos investidores ocorreu após a divulgação da ata do Copom, que reforçou a necessidade de manter os juros em patamar elevado diante das pressões inflacionárias. O IPCA de julho também ficou levemente acima das expectativas do mercado, apesar de ter desacelerado para 0,07%.
O cenário político também pesou sobre os ativos brasileiros. Uma nova pesquisa eleitoral mostrando vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro aumentou a cautela entre investidores, que passaram a avaliar com maior preocupação as perspectivas para a política econômica e fiscal do país.
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Outro fator de pressão veio do exterior. O banco americano JPMorgan reduziu a recomendação para investimentos no Brasil, passando de “compra” para “neutro”. A instituição citou sinais de desaceleração econômica, deterioração do crédito e dúvidas sobre a continuidade do ciclo de cortes de juros.
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Com a combinação de incertezas políticas, juros elevados, saída de capital estrangeiro e tensão internacional, a Bolsa acumulou o quinto pregão consecutivo sem alta. O dólar, por sua vez, atingiu o maior valor desde 3 de julho, mostrando o aumento da cautela dos investidores com os ativos brasileiros.