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Dólar sobe a R$ 5,79, com declarações de Lula e tarifas de Trump
Foto: Getty Images

Moeda americana mudou o curso que vinham mantendo na semana pós-Carnaval, com estabilidade e queda. Bolsa sobe com força

O dólar fechou em alta de 0,57% em relação ao real, cotado a R$ 5,79, nesta sexta-feira (7/3). Com o resultado, a moeda americana mudou o sentido que vinha mantendo ao longo da semana, com forte queda (-2,71%) na Quarta-Feira de Cinzas e estabilidade na véspera (+0,02%).

 

A Bolsa brasileira (B3) vinha mantendo a sequência semanal de altas. Nesta sexta-feira, às 17 horas, o Ibovespa, o principal índice da B3, registrava salto de 1,70%, mas que havia atingido quase 2% por volta das 16h30. As ações de maior peso do indicador, avançavam, com a Petrobras subindo 1,70% e a Vale, 1,92%. Os papéis dos grandes bancos também estavam em alta, com destaque para o Santander (+2,92%) e Bradesco (+1,79%).

 

No meio tarde, o dólar subiu de forma mais intensa, com alta de cerca de 0,70%. Na avaliação de João Vitor Saccardo, responsável pela mesa de renda variável da Convexa Investimentos, tal avanço ocorreu depois de manifestação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula disse, por exemplo, que poderia tomar medidas drásticas se o preço dos alimentos continuasse subindo.

 

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Saccardo observa que o presidente também afirmou que “ano que vem, vai crescer mais o PIB, o salário mínimo, a renda, a distribuição de terras”. “Declarações desse tipo, mesmo que não estejam associadas a medidas concretas, assustam o mercado, porque podem levar a ações que compliquem as contas públicas do país”, diz o analista.

 

O dólar oscilou fortemente em relação ao real nas últimas semanas, com as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas de importação de produtos contra países como México, Canadá e China. As medidas, contudo, vivem num vaivém, com promessas de implementação e anúncios de adiamento. Nesta sexta-feira, houve trégua nesse campo.

 

A alta da Bolsa, afirma Saccardo, está relacionada a dados divulgados nesta sexta-feira sobre a economia americana. Foram criados nos Estados Unidos 151 mil empregos em fevereiro, ante uma projeção de 160 mil feita pelos agentes econômicos. O desemprego também subiu, passando de 4% em janeiro para 4,1% em fevereiro.

 

Além disso, no cenário interno, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,2% no quarto trimestre do ano passado. “O mercado esperava o dobro desse valor”, diz Saccardo.

 

Para o analista, ambas as informações mostram que os juros altos, tanto nos EUA quanto no Brasil, podem estar surtindo efeito e desacelerando as duas economias. Com isso, a perspectiva é que os juros menores não subam tanto e, no caso americano, possam até cair. A redução das taxas tornam mais atrativos os investimentos em ativos de risco, como o mercado de ações das Bolsas de Valores.

 

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Christian Iarussi, especialista em investimentos e sócio da The Hill Capital, destaca que a valorização de commodities registrada nesta sexta-feira, como no caso do petróleo, também favoreceu o aumento da cotação das ações de grandes empresas da B3.

 

Fonte: Metrópoles

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