Para analistas, porém, tendência ainda é de queda do dólar e alta do Ibovespa. Moeda americana recuou 0,50%, cotada a R$ 5,67
Os mercados de câmbio e de capitais no Brasil interromperam nesta quinta-feira (20/3) a trajetória positiva, acumulada nas últimas semanas. O dólar fechou em alta de 0,50% em relação ao real, cotado a R$ 5,67, depois de uma sequência de sete quedas seguidas. O Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), encerrou o pregão em queda de 0,38%, aos 132.007 pontos, após seis elevações consecutivas.
Na avaliação de Emerson Vieira Junior, responsável pela mesa de câmbio da Convexa Investimentos, essa mudança e transitória. “Nenhum movimento de alta ou de queda é permanente”, diz. Mesmo assim, ele considera que a tendência no mercado brasileiro continua sendo de queda do dólar e de alta da Bolsa.
“Se olharmos os últimos cinco dias, o dólar caiu perto de 200 pontos básicos e, hoje, subiu 30 pontos. Ou seja, nada”, diz o analista. “No caso da Bolsa, ela subiu quase 10 mil pontos em cinco dias e hoje caiu 1 mil pontos. Uma situação parecida. Não tivemos nenhum ponto fora da curva para justificar esses movimentos. Isso foi um movimento de realização normal do mercado.”
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Análise semelhante é feita por Alexsandro Nishimura, diretor da Nomos. “Após seis pregões seguidos de alta, o Ibovespa refletiu uma certa acomodação e realização dos lucros recentes”, afirma. “Isso é natural.”
Nishimura observa que essa realização de lucros ocorre depois de decisões consideradas positivas por boa parte do mercado sobre os juros no Brasil e nos Estados Unidos. Aqui, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) aumentou a taxa básica, a Selic, em um ponto percentual, para 14,25%.
“E os investidores avaliaram que o Copom deixou o horizonte menos nebuloso, com sinalização de continuidade da alta da Selic em maio, mesmo que em menor ritmo”, diz o analista.
No caso americano, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em ingles), do Federal Reserve (fed, o banco central dos EUA), manteve os juros no intervalo de 4,25% e 4,50%. “E as declarações do presidente do Fed (Jerome Powell) foram bem avaliadas, reforçando que a alta dos preços por lá deve ser transitória”, diz Nishimura.
O fato, observam os técnicos, é que o câmbio no Brasil acompanhou o movimento global nesta quinta-feira. O índice DXY, que mede o peso da moeda americana em relação a seis divisas de países desenvolvidos, subiu 0,34%.
No caso do mercado de capitais, a situação foi a mesma. Os principais índices de Nova York também recuaram. Às 16h40, o Dow Jones registrava leve baixa de 0,05%, o que na prática representava estabilidade, mas o S&P 500 caía 0,22% e o Nasdaq, que concentra ações do setor de tecnologia, perdia 0,50%.
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As principais Bolsas europeias também recuaram. Isso ocorreu principalmente depois que a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, alertou para a possibilidade de um crescimento mais fraco na zona do euro, como resultado das tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Fonte: Metrópoles