Indicador mostrou mercado de trabalho ainda forte, o que faz investidores revisarem projeção da taxa de juros nos EUA
O pessimismo global com o anúncio de tarifas às importações de mais de 60 países pelo presidente Donald Trump e a posterior retaliação da China mina apetite por risco nesta sexta-feira. Investidores procuram proteção antes de pausa nos negócios para o fim de semana. Donald Trump voltou a pressionar Jerome Powell para diminuir a taxa de juro americana através de um post em sua rede social, a Truth Social.
Segundo Trump, este “seria um momento perfeito para o presidente do Fed cortar as taxas. Ele [Powell] está sempre atrasado, mas pode mudar isso agora, e rapidamente”, disse ele, pontuando que os preços de energia estão caindo, assim como a inflação e o preço dos ovos.
“Corte as taxas de juros, Jerome, e para de fazer politicagem!”, ele disse no post.As ações do Carrefour Brasil (CRFB3) descolam do derretimento da Bolsa e avançam mais de 10% no pregão desta sexta-feira, após anunciar que, para sua deslistagem ser concluída, os controladores aumentaram a oferta por ação para o fechamento de capital, que pretende converter a empresa em uma subsidiária do Carrefour França.
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O papel (CRFB3) subia, ao meio-dia, 10,63%, aos R$ 8,22, liderando a ponta positiva do Ibovespa, que amargava perdas de mais de 3%. Na visão do Banco Safra, o anúncio é positivo diante da proposta apresentar um prêmio de 21% em relação ao preço alvo do banco. Com o anúncio, a XP aumentou o preço alvo do papel nesta manhã, também para R$ 8,50, o que equivale a uma valorização de 14,4% na comparação com o fechamento de ontem, em R$ 7,43.
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Moeda tem forte avanço com pessimismo global diante de escalada na guerra comercial iniciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e acirrada pela China, que retaliou as tarifas promovidas pelo republicano. Na máxima do dia até o momento, o índice alcançou R$ 5,812.
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Fotos: Reprodução
As duas principais referências do petróleo caíram ao menor nível desde março de 2021, diante da retaliação chinesa ao tarifaço anunciado por Donald Trump. Ontem a Opep também afirmou que pretende elevar a produção de petróleo nos próximos meses, o que também contribui para a queda da cotação do óleo:
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A discussão [da Opep] antiga, mas ninguém esperava um aumento de oferta agora, com menor demanda. E isso se tornou a tempestade perfeita para o petróleo — afirmou Jerson Zanlorenzi, responsável pela mesa de ações e derivativos do BTG Pactual. Às 11h30, o contrato futuro do Brent para junho recuava 7,8%, aos US$ 64,68 em Londres, enquanto o WTI valia US$ 61,18 no futuro para maio, em queda de 8,69%.
Fonte: O Globo