Operação da Polícia Federal apura esquema de lavagem de dinheiro que pode ter movimentado mais de R$ 1,6 bilhão
O influenciador Raphael Souza Oliveira, responsável pelo perfil Choquei, foi preso nesta quarta-feira (15) durante a operação Narco Fluxo, conduzida pela Polícia Federal. Em depoimento prestado em Goiânia, ele afirmou que possui um faturamento mensal de cerca de R$ 400 mil com atividades consideradas legais ligadas à página.
A investigação apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de movimentar aproximadamente R$ 1,6 bilhão em um período de dois anos, envolvendo crimes como lavagem de dinheiro e tráfico de drogas. Além de Raphael, também foram presos os influenciadores MC Poze do Rodo e MC Ryan SP.
Segundo a Polícia Federal, há indícios de que estruturas empresariais e a visibilidade nas redes sociais eram utilizadas para misturar receitas lícitas com recursos provenientes de atividades ilegais. No caso de MC Ryan SP, as autoridades apontam o uso de empresas do setor musical e divulgação online para promover plataformas de apostas, além de possível ligação com rifas digitais e tráfico.
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O perfil Choquei soma milhões de seguidores — mais de 27 milhões na conta principal, além de perfis auxiliares e pessoais e está no centro da apuração, que busca verificar se a plataforma foi utilizada para movimentações financeiras ilícitas.
Após o depoimento, a PF deve cruzar as informações apresentadas por Raphael com dados da Receita Federal e outros elementos já reunidos no inquérito.
As investigações também indicam que o tráfico de cocaína seria uma das principais fontes de recursos ilegais do grupo. Com base nisso, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 2,2 bilhões em bens de 77 investigados, valor estimado a partir do suposto lucro obtido com a comercialização de mais de três toneladas da droga e outras movimentações financeiras suspeitas.
Ao todo, foram expedidos 39 mandados de prisão temporária, dos quais 33 já foram cumpridos, além de 45 mandados de busca e apreensão em diversos estados, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e o Distrito Federal.
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A operação segue em andamento e busca aprofundar a apuração sobre a estrutura e o alcance do esquema investigado.