Bar Partisan, na Lapa, viralizou com placa dizendo que cidadãos de Israel e dos EUA, não são bem-vindos
Um bar na Lapa, no Rio de Janeiro, viralizou neste fim de semana depois de colocar na entrada uma placa afirmando que cidadãos dos Estados Unidos e de Israel “não são bem?vindos” no estabelecimento, o que gerou forte reação nas redes e na esfera pública. A atitude foi considerada discriminatória e resultou em uma multa de R$?9,520 pelo Procon Carioca por violar o Código de Defesa do Consumidor, que proíbe práticas abusivas e a recusa de atendimento com base em nacionalidade ou origem.
O dono do bar, chamado Partisan, é o carioca Thiago Braga Vieira, de 48 anos, conhecido por sua atuação como militante político pró?legalização da cannabis e por integrar o Coletivo Movimento pela Legalização da Maconha (MLM) em eventos no Rio de Janeiro. Além disso, ele é filiado ao PSOL desde abril de 2013 e também administra uma gráfica na mesma região.
Vieira já esteve envolvido em disputas legais no passado relacionadas à sua militância pela cannabis, incluindo uma ação no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que acabou rejeitada pela Justiça.
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A placa fixada no bar, em inglês, dizia que “cidadãos dos EUA e de Israel não são bem-vindos”, e rapidamente provocou repercussão negativa, com autoridades classificando a mensagem como discriminatória. A Câmara Municipal do Rio também protocolou notícia?crime no Ministério Público contra o estabelecimento por suposta promoção de segregação e violação de princípios constitucionais.
Que loucura essa história da proibição de americanos e israelenses num bar da Lapa. O radicalismo tem nos levado ao limite da barbárie! Gente, americanos não são Trump! Israelenses não são Netanyahu!
— Tainá de Paula (@tainadepaularj) April 5, 2026
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A polêmica gerou debate público, incluindo críticas de políticos, e reacendeu discussões sobre limites da expressão política em estabelecimentos comerciais e sobre práticas discriminatórias que, pela legislação brasileira, podem configurar abuso ou crime.