Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel foram levados para a Penitenciária II de Potim após prisão preventiva determinada pelo STF
O empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e o pastor Fabiano Zettel, seu cunhado, foram transferidos na manhã desta quinta-feira (5) para a Penitenciária II de Potim, no interior de São Paulo. Ambos foram presos na quarta-feira (4) durante a terceira fase da Operação Sem Compliance, que apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça.
Vorcaro estava detido desde a tarde de quarta no Centro de Detenção Provisória (CDP) 2 de Guarulhos, após ter a prisão preventiva autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da Polícia Federal. A defesa do banqueiro afirma que ele nega todas as acusações.
De acordo com a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), Vorcaro e Zettel passaram a primeira noite em regime de observação no CDP de Guarulhos. Nesse período inicial, os detentos passam por procedimentos de admissão no sistema prisional, que incluem revista, higienização pessoal, corte de cabelo padrão, raspagem de barba e bigode e a entrega do uniforme da unidade.
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Após essa etapa, os dois foram transferidos juntos para a unidade prisional de Potim, inaugurada em 2002 e destinada a presos em regime fechado.
Em nota, a defesa de Daniel Vorcaro afirmou que a prisão preventiva foi cumprida sem que os advogados tivessem acesso prévio aos elementos que embasaram a decisão judicial. Os representantes também destacaram que o empresário sempre esteve à disposição das autoridades e segue colaborando com as investigações.
Vorcaro já havia sido preso pela Polícia Federal em novembro do ano passado, em São Paulo, quando se preparava para embarcar em um voo internacional após anunciar a venda do Banco Master para um fundo de investimentos. Na ocasião, ele foi solto 11 dias depois e passou a usar tornozeleira eletrônica.
A atual fase da Operação Sem Compliance investiga a atuação de um suposto esquema criminoso que incluiria ameaças, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos eletrônicos. Segundo a Polícia Federal, o grupo teria operado uma espécie de “milícia privada” para intimidar adversários, autoridades e jornalistas.
Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Minas Gerais, com apoio do Banco Central. Também foram determinadas medidas cautelares contra investigados, incluindo o afastamento de dois servidores do Banco Central, Paulo Sérgio Neves de Souza e Bellini Santana.
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Além das prisões, a Justiça autorizou o bloqueio e sequestro de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões, com o objetivo de interromper a movimentação de recursos ligados ao grupo investigado e preservar valores possivelmente relacionados às atividades ilícitas.