Dario Durigan disse a jornalistas nesta manhã que está sendo avaliado com cautela eventual processo de reciprocidade
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (17) que o governo brasileiro não trabalha, neste momento, com a possibilidade de retaliar os Estados Unidos após o anúncio de novas tarifas sobre produtos brasileiros. Segundo ele, a prioridade é preservar a estabilidade da economia e avaliar, com cautela, as medidas previstas na legislação aprovada pelo Congresso Nacional.
"Não cabe falar em retaliação. Retaliação é uma palavra que está fora do nosso escopo, fora do nosso trabalho", declarou o ministro durante conversa com jornalistas em São Paulo. Durigan ressaltou que o governo pretende agir com responsabilidade e evitar decisões motivadas pelo cenário político-eleitoral.
De acordo com o ministro, a chamada Lei da Reciprocidade, aprovada pelo Congresso para responder a medidas comerciais unilaterais de outros países, continua sendo uma ferramenta disponível. No entanto, ele afirmou que qualquer eventual utilização desse mecanismo dependerá de uma análise técnica e será submetida ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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As declarações ocorrem após o governo do presidente Donald Trump anunciar a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, prevista para entrar em vigor em 22 de julho. Apesar da sobretaxa, alguns dos principais itens da pauta de exportações do Brasil, como carne bovina e suco de laranja, ficaram de fora da lista de produtos atingidos.
Segundo estimativas da iniciativa suíça Global Trade Alert, com a nova medida o Brasil passará a enfrentar a segunda maior tarifa efetiva aplicada pelos Estados Unidos, ficando atrás apenas da China. O governo brasileiro, entretanto, mantém a estratégia de negociação diplomática antes de considerar qualquer resposta comercial.
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Durigan também informou que a equipe econômica está dialogando com os setores mais afetados para avaliar os impactos das tarifas e definir possíveis medidas de apoio. O ministro reforçou que, mesmo diante do novo cenário, o compromisso do governo permanece sendo o cumprimento das metas fiscais e a manutenção da estabilidade macroeconômica do país.