Dentistas explicam como a ordem entre café da manhã e escovação influencia desgaste do esmalte, manchas e saúde bucal ao longo dos anos
Uma dúvida comum entre quem já escovou os dentes antes de dormir é se é melhor escovar os dentes antes ou depois do café da manhã. A resposta não é tão simples assim, e envolve fatores como desgaste do esmalte, formação de manchas e rotina alimentar.
Durante o sono, a produção de saliva diminui e favorece o acúmulo de bactérias. Logo ao acordar, a boca está mais propensa ao surgimento de placa bacteriana, o que explica por que muitos profissionais defendem escovar os dentes antes da refeição.
Por outro lado, escovar logo após alimentos e bebidas ácidas pode enfraquecer o esmalte. Por isso, a escolha depende das condições bucais de cada pessoa e da forma como a refeição é composta.
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Quem prefere escovar antes da refeição remove a placa bacteriana acumulada durante a noite, o que reduz a fixação de pigmentos do café e de outros alimentos consumidos pela manhã. Começar o dia com a boca limpa também cria uma barreira inicial contra o acúmulo de bactérias e mantém o hálito mais fresco.
Ainda assim, a limpeza após o café da manhã continua indispensável para eliminar resíduos de alimentos, açúcar e partículas que permanecem na boca após a refeição. O ponto de atenção, na verdade, é o momento ideal para a escovação. Para preservar a estrutura do dente, o recomendado é esperar de 20 a 30 minutos depois de comer, tempo suficiente para que a saliva reequilibre o ambiente bucal. A dentista Iessa Vieira, de Santo André, explica que escovar imediatamente após a refeição pode enfraquecer o esmalte dentário.
Por isso, os especialistas consideram que a rotina mais completa é escovar antes e depois de comer, desde que o intervalo seja respeitado. A orientação vale para quem consome café e também para quem costuma ingerir frutas cítricas, sucos ácidos ou itens açucarados logo cedo. Grande parte dos alimentos consumidos ao acordar diminui o pH da boca, deixando o esmalte mais vulnerável por alguns minutos. Nesse período, o dente está em risco de desgaste e também de sofrer maior retenção de resíduos, favorecendo cáries e alterações no hálito.
Enquanto esse equilíbrio não é restabelecido, medidas pequenas ajudam a controlar o ambiente bucal. Um bochecho com água, por exemplo, contribui para diluir resíduos e estimular a salivação, acelerando a recuperação do pH. A escolha dos alimentos também influencia o quanto o dente precisa se adaptar logo cedo. Refeições com muitos açúcares prolongam a permanência de resíduos na boca, enquanto preparações com proteínas e laticínios costumam favorecer uma recomposição mais rápida do ambiente bucal.
A escolha dos alimentos também influencia o quanto o dente precisa se adaptar logo cedo. Refeições com muitos açúcares prolongam a permanência de resíduos na boca, enquanto preparações com proteínas e laticínios costumam favorecer uma recomposição mais rápida do ambiente bucal.
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Até o modo de tomar café interfere. A bebida pura pigmenta mais, enquanto colocar um pouco de leite deixa o consumo menos intenso para quem tem tendência a manchas. Pessoas com sensibilidade toleram bebidas mornas melhor do que opções muito quentes. O cuidado com o esmalte ganha ainda mais importância para quem convive com sensibilidade dentária. Nesse caso, adaptações na higiene e na escolha dos alimentos tornam a primeira refeição do dia menos desconfortável.
Fonte: Metrópoles