Especialistas atribuem surtos virais improváveis e concomitantes, como os atuais, a uma conjunção de fatores ambientais
O avanço recente de surtos de ebola na África e o registro de casos de hantavírus em diferentes partes do mundo voltaram a levantar uma dúvida comum: existe risco real dessas doenças evoluírem para uma pandemia global?
Segundo especialistas em infectologia e organismos internacionais, a resposta depende principalmente do modo de transmissão de cada vírus e da capacidade de contenção dos sistemas de saúde.
No caso do ebola, o cenário é considerado mais preocupante por autoridades sanitárias. A doença tem alta letalidade e transmissão por contato direto com fluidos corporais, o que exige controle rigoroso de isolamento e rastreamento de contatos. Ainda assim, especialistas reforçam que surtos anteriores foram contidos sem se transformarem em pandemia global, apesar da gravidade local.
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Já o hantavírus, apesar de também apresentar alta taxa de mortalidade em alguns tipos, tem transmissão mais limitada. A infecção geralmente ocorre por contato com fezes ou urina de roedores silvestres, e a transmissão entre humanos é rara, o que reduz drasticamente o potencial de disseminação global.
Relatórios recentes apontam que, embora ambos os vírus representem risco sério de surtos regionais, eles não apresentam o mesmo padrão de propagação de doenças respiratórias como a Covid-19, o que torna uma pandemia muito menos provável.
Mesmo assim, o cenário global acende alerta entre especialistas, que destacam fatores como mudanças climáticas, conflitos e fragilidade de sistemas de saúde como elementos que podem facilitar a emergência de novos surtos mais difíceis de controlar.
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Autoridades de saúde seguem monitorando os casos e reforçam a importância de vigilância internacional, especialmente em regiões afetadas por surtos ativos.