Embora a doença apresente elevada letalidade, os avanços da medicina permitiram melhorar significativamente os resultados clínicos
O avanço de novos casos de Ebola na África voltou a despertar preocupação mundial, mas especialistas afirmam que a população não deve entrar em pânico. Segundo o infectologista David Uip, embora a doença esteja entre as mais graves conhecidas, o risco de transmissão para países como o Brasil continua sendo muito baixo e não há motivo para alarmismo.
O médico explica que um dos principais mitos sobre o Ebola é acreditar que o vírus seja transmitido pelo ar. Na realidade, a infecção ocorre por meio do contato direto com sangue, secreções e outros fluidos corporais de pessoas infectadas que já apresentam sintomas, além de objetos contaminados por esses materiais.
Os sintomas mais comuns incluem febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Apesar da fama da doença, nem todos os pacientes desenvolvem hemorragias, que costumam aparecer apenas nos casos mais graves. Com diagnóstico precoce e tratamento de suporte adequado, as chances de sobrevivência aumentaram significativamente nos últimos anos.
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Atualmente, um novo surto provocado pela cepa Bundibugyo é monitorado na República Democrática do Congo, com registros relacionados também em Uganda. As autoridades sanitárias reforçaram a vigilância, mas especialistas destacam que a situação não representa uma ameaça imediata ao Brasil, que nunca registrou transmissão sustentada da doença.
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Segundo David Uip, a melhor forma de enfrentar o Ebola é investir em informação de qualidade, vigilância epidemiológica e preparo dos sistemas de saúde. Para a população, a recomendação é evitar a disseminação de boatos e acompanhar apenas informações divulgadas por fontes oficiais e especialistas.