Expectativas do mercado apontam Selic em 14% e inflação acima da meta, com ajustes sucessivos nas projeções econômicas.
As projeções do mercado financeiro voltaram a subir para a taxa básica de juros e para a inflação em 2026, segundo o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (22). A revisão ocorre após a mais recente decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que reduziu a Selic, mas deixou em aberto os próximos passos da política monetária.
A expectativa para a taxa Selic foi elevada pela segunda semana consecutiva em 0,25 ponto percentual, chegando a 14%. A mudança ocorre depois de o Copom ter reduzido a taxa para 14,25% na última reunião e sinalizado que o ritmo de cortes dependerá da evolução dos dados econômicos.
No comunicado, o comitê afirmou que a intensidade do ciclo de redução de juros será definida conforme novas informações, com o objetivo de garantir a convergência da inflação à meta estabelecida. Apesar disso, o mercado ainda projeta a possibilidade de um novo corte de 0,25 ponto percentual na próxima reunião, prevista para agosto.
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De acordo com analistas consultados pelo Banco Central, o ciclo de cortes deve encerrar com a Selic estabilizada em 14% até o fim do ano. Para os anos seguintes, as projeções permanecem em 12% para 2027, 10,25% para 2028 e 10% em 2029.
As expectativas para a inflação também foram revisadas para cima. O IPCA projetado para 2026 subiu de 5,30% para 5,33%, marcando a 15ª semana consecutiva de alta nas estimativas. O movimento mantém a inflação acima do teto da meta oficial, que é de 4,5%.
As projeções para os anos seguintes também foram ajustadas: 2027 passou de 4,10% para 4,15%, enquanto 2028 avançou de 3,68% para 3,70%. Para 2029, a estimativa permaneceu em 3,5%.
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O boletim Focus também registrou leve alta na projeção de crescimento do PIB, que passou de 1,96% para 1,98% neste ano, indicando a quinta semana seguida de revisão positiva. Já a estimativa para o dólar permaneceu em R$ 5,20 em 2026, com leve alta para 2027, passando de R$ 5,25 para R$ 5,27.