A expectativa dos analistas é que a próxima reunião, marcada para março, acabará com a estabilidade que persiste desde o ano passado e haverá um corte de 0,5 ponto percentual para 14,5%
Pela primeira vez, economistas consultados pelo Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, projetam que a inflação oficial do Brasil (IPCA) ficará abaixo de 4% em 2026, com estimativa de 3,99% para o ano — uma redução em relação à previsão anterior de 4,0%. Essa é a primeira vez que a projeção fica neste patamar em leituras do mercado desde o final de 2024.
O IPCA é o principal índice usado para medir a inflação no país e serve como referência para objetivos da política monetária. O centro da meta oficial do Banco Central é de 3% ao ano, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Isso significa que um número abaixo de 4% indica um cenário mais favorável de controle de preços.
A projeção mais baixa reflete revisões contínuas dos analistas nas expectativas para a inflação em 2026, influenciadas por fatores como a desaceleração dos preços de alguns grupos de bens e serviços e sinais de pressão inflacionária mais moderada na economia.
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Além da inflação, o relatório Focus também traz outras projeções macroeconômicas, com estimativas estáveis para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e expectativas de manutenção das taxas de juros em níveis elevados, ainda que com possibilidade de redução ao longo do ano.
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Essa nova leitura dos economistas pode influenciar as decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sobre o futuro da taxa básica de juros (Selic), que tem sido mantida em um nível alto como estratégia para controlar a inflação.