Ex-candidato presidencial afirma que novo processo eleitoral é essencial para restaurar a democracia no país após anos de crise política.
O líder opositor venezuelano Edmundo González Urrutia voltou a defender a realização de novas eleições presidenciais na Venezuela e afirmou que o país precisa de um processo eleitoral livre e transparente para recuperar a democracia.
A declaração foi feita neste sábado (30), em meio às articulações da oposição venezuelana para pressionar por mudanças políticas após a contestada eleição presidencial de 2024. Exilado na Espanha, González reafirmou apoio à líder opositora María Corina Machado, uma das principais vozes contra o governo chavista.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o ex-diplomata de 76 anos destacou a união das forças oposicionistas em torno da defesa da liberdade e da realização de um novo pleito presidencial. Segundo ele, o objetivo é transformar o resultado reivindicado pela oposição nas eleições de 2024 em uma “democracia real” para os venezuelanos.
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Nos últimos dias, líderes opositores se reuniram no Panamá para discutir estratégias de transição política e defender a convocação de novas eleições com garantias de transparência, observação internacional e participação ampla dos eleitores. O encontro resultou em um documento conhecido como “Manifesto do Panamá”, que também pede a libertação de presos políticos e o retorno seguro de exilados venezuelanos.
María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz e principal referência da oposição, declarou estar disposta a negociar uma transição democrática com as autoridades que atualmente administram o país de forma interina. Ela também reafirmou a intenção de disputar futuras eleições presidenciais em um ambiente considerado livre e competitivo.
A oposição venezuelana continua contestando o resultado das eleições de 2024, quando Nicolás Maduro foi declarado vencedor para mais um mandato. Os adversários do chavismo alegam fraude eleitoral e sustentam que González venceu a disputa, apresentando cópias de atas de votação como prova da suposta vitória.
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Apesar das divergências políticas e das disputas sobre a legitimidade do processo eleitoral, líderes opositores defendem que um novo pleito, com supervisão independente e garantias institucionais, seria o caminho para encerrar a crise política que se prolonga há anos na Venezuela.