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Eduardo Bolsonaro sai em defesa de Ciro Gomes após ação da AGU por críticas a Lula
Foto: Reprodução

Filho do ex-presidente se colocou à disposição do ex-ministro do petista para dialogar sobre a censura no país

Após a Advocacia-Geral da União (AGU) acionar a 11ª Vara da Justiça Federal do Ceará contra Ciro Gomes (PDT) por críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas redes sociais, o ex-ministro recebeu uma defesa inusitada. Licenciado nos Estados Unidos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), gravou um vídeo criticando a postura de judicialização promovida pelo governo.

 

— Ciro criticou a criação do empréstimo consignado para trabalhadores do setor privado, dizendo que Lula segue sua história de encher o bolso dos bancos enquanto fragiliza a população. Aí eu te pergunto: se ele não tivesse denunciado essa política pró-bancos do Lula, será que isso estaria acontecendo com ele? É claro que não, né? — questionou o deputado.

 

Eduardo Bolsonaro ainda se colocou à disposição para dialogar com o pedetista:

 

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— Se você está infeliz com essa censura, se quer lutar para resgatar sua liberdade, qual o problema de sentarmos e dialogarmos? Eu não vejo problema nenhum nisso.

 

A ação da AGU foi protocolada na semana passada e acusa Ciro de ter atribuído a Lula os crimes de corrupção e peculato. Segundo o órgão, em vídeo publicado nas redes sociais, o ex-ministro afirmou que o presidente teria recebido propina para criar o programa "Crédito do Trabalhador".

 

— Lula segue sua história de encher os bolsos dos bancos, enquanto fragiliza a população brasileira — disse Ciro, em trecho da gravação.

 

A juíza Danielle Carvalho determinou que Ciro se manifestasse em até cinco dias, prazo que se encerrou na segunda-feira (2). Até o momento, ele não se pronunciou.

 

Ciro e Lula foram aliados durante o primeiro mandato do petista, entre 2003 e 2006, quando o pedetista ocupou o cargo de ministro da Integração Nacional. O rompimento, no entanto, ocorreu em 2018, quando Ciro recusou o convite para ser vice na chapa de Lula e viajou para Paris durante o segundo turno entre Fernando Haddad (PT) e Bolsonaro.

 

Em 2022, Ciro intensificou as críticas ao PT e, desde então, mantém uma postura de oposição ao atual governo. A divergência com o partido motivou, inclusive, o rompimento político com seu irmão, o senador Cid Gomes, que deixou o PDT e se filiou ao PSB.

 

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Neste ano, Ciro tem ensaiado uma aproximação com o bolsonarismo no Ceará, em uma tentativa de barrar a reeleição do governador Elmano de Freitas (PT). 

 

Fonte: O Globo

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