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Eduardo Cunha nega envolvimento em esquema de emendas e promete recorrer após bloqueio de bens
Foto: Divulgação

Ex-presidente da Câmara afirma que não cometeu irregularidades e diz que emendas investigadas foram apresentadas por parlamentares com competência legal.

O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha negou, neste domingo (12), qualquer participação em irregularidades relacionadas à indicação de emendas parlamentares e informou, por meio de sua defesa, que irá contestar a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o bloqueio de R$ 6,1 milhões em seus bens.

 

Em nota, os advogados de Cunha afirmam que as 29 emendas citadas na investigação da Polícia Federal foram apresentadas oficialmente por parlamentares, bancadas ou órgãos competentes, responsáveis legais pelo processo orçamentário.

 

A defesa também sustenta que o ex-deputado não exercia mandato parlamentar na época dos fatos e, por isso, não poderia ter apresentado, assinado ou formalizado as emendas investigadas. Segundo os advogados, não há fundamento para associar a atuação política de Cunha ao exercício irregular de mandato.

 

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As investigações da Polícia Federal apontam que Eduardo Cunha e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, teriam influenciado o direcionamento de emendas parlamentares utilizando servidores da Câmara dos Deputados, mesmo sem ocupar cargos eletivos. A assessora da Presidência da Câmara Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, também é citada como responsável por operacionalizar parte das indicações.

 

Enquanto Cunha teve R$ 6,1 milhões bloqueados por determinação do STF, Valdemar Costa Neto foi alvo de bloqueio superior a R$ 119 milhões.

 

Os advogados do ex-presidente da Câmara afirmam ainda que a investigação não aponta qualquer recebimento de vantagem financeira por parte de Eduardo Cunha. A defesa também destacou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) teria considerado prematuro o bloqueio de seus bens.

 

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O caso segue sob investigação da Polícia Federal e será analisado pelo Supremo Tribunal Federal. 

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