Os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (à esq.), e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, ambos do PSD — Foto: Hegon Correa/Governo de Goiás
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, decidiu não declarar apoio imediato à candidatura presidencial de Ronaldo Caiado, escolhido pelo PSD para a disputa de 2026. A postura contrasta com a do governador do Paraná, Ratinho Junior, que retirou sua pré-candidatura e já anunciou apoio ao colega.
Aliados de Leite afirmam que ele pretende aguardar para entender melhor as propostas de Caiado antes de tomar uma posição. Um dos pontos que gera desconforto é a defesa, por parte do governador de Goiás, de uma possível anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, tema que enfrenta resistência dentro do partido.
Leite vinha tentando viabilizar sua candidatura há meses, mas a entrada de Caiado no PSD, articulada pelo presidente da legenda, Gilberto Kassab, mudou o cenário interno. A escolha foi baseada, segundo dirigentes, em pesquisas que indicariam melhor desempenho eleitoral de Caiado em nível nacional, embora aliados do gaúcho contestem esses dados.
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Após a decisão, Leite divulgou um vídeo criticando o que considera a manutenção da polarização política no país. Ele afirmou estar “desencantado” com o rumo adotado pelo partido, mas evitou confrontar diretamente a escolha, sinalizando cautela estratégica neste momento.
A indefinição também impacta o cenário eleitoral no Rio Grande do Sul, já que Leite seguirá no cargo até 2027 e não disputará a Presidência. Com isso, o palanque de Caiado no estado permanece incerto, enquanto outras forças políticas se movimentam para a eleição local e nacional.
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O episódio evidencia tensões internas no PSD e mostra que, apesar da escolha formal do candidato, a construção de alianças ainda está em aberto, especialmente em estados-chave do país.