Uruguaio, que assumiu o mítico número este ano, vive grande momento pelo Rubro-Negro
Cada vez mais ídolo do Flamengo, Arrascaeta vive um momento especial na carreira. Desde que passou a vestir a mítica camisa 10, em dezembro de 2024, o uruguaio assumiu o protagonismo na equipe, ganhou música e igualou sua temporada mais artilheira desde que chegou ao Rio de Janeiro. Ele caminha para alcançar — ao menos em números — o melhor ano de sua carreira.
Imortalizada nas conquistas do maior jogador da história do clube, Zico, a camisa 10 do Flamengo estava longe do protagonismo nos últimos anos. Desde a saída de Ronaldinho Gaúcho, em 2012, que o artilheiro da equipe na temporada não vestia o número.
A boa fase de Arrascaeta passa pela alegria fora de campo, pela mudança de postura nas quatro linhas e por uma nítida evolução física. Prestes a se tornar pai, Arrascaeta está “correndo na hora certa”, segundo o técnico Filipe Luís, o que é crucial para o jogador brilhar nos momentos-chave do ano.
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— Ele está mais letal, mais experiente, escolhendo melhor os momentos de correr, correndo na hora certa, economizando energia e sendo muito mais letal e determinante do que são esses números — afirmou Filipe Luís, em entrevista coletiva após a goleada por 8 a 0 sobre o Vitória.
Artilheiro e principal garçom do Flamengo na temporada, Arrascaeta já ganhou música em sua homenagem antes mesmo de a temporada acabar. O MC Poze do Rodo, o DJ Zullu e Caetano Prod lançaram a faixa “Camisa 10”, feita especialmente para o uruguaio. O meia compartilha quase diariamente o hit em suas redes sociais e até se arrisca a cantar
Na letra, é exaltada a pressão de carregar o número histórico nas costas e o desempenho de Arrascaeta. “O Arrasca com a bola nos pés tira o peso da camisa 10”, é a frase de um dos versos principais da música.
A SAGA DA CAMISA 10 EM BUSCA DO PROTAGONISMO
Após a saída de Ronaldinho em 2012, a camisa 10 acabou “guardada”, na esperança de um novo jogador assumir o protagonismo. E muitos tentaram. Os jovens Nixon e Rodolfo, Cléber Santana, Carlos Eduardo, Lucas Mugni e Éderson tiveram a oportunidade, mas não convenceram. E afastaram o poder da mística camisa.
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Diego em Flamengo x Avaí
(Foto: Marcelo Cortes / Flamengo)
Em 2018, Diego Ribas assumiu de forma definitiva o número e teve o maior destaque nesse período. O meia chegou vestindo a camisa 35 em 2017 (a 10 pertencia a Éderson), mas já usava o número 10 nas competições internacionais. A mudança em definitivo ocorreu no ano seguinte.
O capitão construiu a idolatria com o número 10 nas costas até o momento da sua aposentadoria, em 2022, logo após as conquistas da Libertadores e da Copa do Brasil. Diego Ribas disputou mais de 200 jogos e, apesar de cumprir o requisito de referência com a 10, não figurou entre os artilheiros da equipe enquanto vestia este número. Ele marcou apenas 21 gols desde que herdou a camisa.
Com a aposentadoria de Diego Ribas, quem herdou a camisa foi Gabigol, um dos principais nomes da "Geração 2019". Com a benção de Zico, o então camisa 9 passou a vestir a camisa 10 a partir da temporada de 2023. Apesar de ser o grande rosto da história recente do clube e o maior artilheiro do Flamengo século, o atacante viveu a sua pior fase usando o número.
A passagem com a camisa 10 foi marcada por polêmicas, e a principal delas resultou em punição: após o vazamento de uma foto de Gabigol vestindo a camisa do Corinthians, a diretoria do Flamengo retirou o número 10 do atleta, que passou a vestir a 99. Com ela, foi campeão da Copa do Brasil em 2024.
A camisa 10 ficou vaga até o fim da temporada passada, quando o então presidente Rodolfo Landim passou o número para Arrascaeta. Este foi um dos últimos atos de Landim no poder e, na época, irritou a atual gestão, que assumiria dias depois. Bap era favorável a ceder o número para o uruguaio, mas alegou que Fla perdeu milhões no processo.
Arrascaeta vem honrando a mística camisa 10 e, na primeira temporada com o novo número, tornando-se o protagonista do time de Filipe Luís. Já são 18 gols e 13 assistências, o suficiente para igualar a temporada mais artilheira dele pelo clube, em 2019. Faltam seis passes para gol para igualar o ano em que mais vezes foi garçom, também 2019.
O grande momento do meia impressionou também o técnico da seleção uruguaia, Marcelo Bielsa, que rasgou elogios ao atleta. Na seleção, Arrascaeta já vestia a camisa 10.
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Suárez, Bielsa e Arrascaeta no Uruguai
(Foto: Ernesto Ryan / Getty Images)
— Sobre o Arrascaeta, gostaria de fazer um reconhecimento especial às comissões técnica e médica do Flamengo, que fizeram do Arrascaeta um jogador diferente nesta temporada daquele que eu conheci inicialmente — disse Bielsa depois do jogo.
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Em lua de mel com a torcida do Flamengo, Arrascaeta está perto de quebrar mais um tabu com a camisa rubro-negra. Maior vencedor da história do clube (ao lado de Bruno Henrique), o uruguaio tem boa chance de ser o artilheiro da equipe em 2025. O último 10 a ser goleador da temporada rubro-negra foi Ronaldinho Gaúcho, em 2011.
Fonte: GE