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Efeito Trump: Bolsas europeias e asiáticas desabam com guerra comercial
Foto: Reprodução

A decisão do governo chinês confirmou os piores temores de analistas financeiros de que as medidas de Trump iriam desencadear uma guerra comercial

As Bolsas chinesas não abriram na sexta-feira por causa de um feriado local e os demais pregões asiáticos já estavam fechados quando Pequim anunciou, no fim do dia, que iria retaliar os EUA no melhor estilo "olho por olho", aplicando a partir do dia 10 de abril uma tarifa de 34% sobre todos os produtos americanos. A decisão do governo chinês confirmou os piores temores de analistas financeiros de que as medidas de Trump iriam desencadear uma guerra comercial.

 

Na Europa, os principais índices abriram em queda livre, seguindo a tendência dos mercados asiáticos. Frankfurt cedia 7,86% depois de registrar perdas de mais de 10% durante alguns minutos. Paris abriu em queda de 6,19%; Londres recuava 5,83%; Madri, 3,6%; e Milão, 2,32%.

 

O presidente Donald Trump desencadeou uma tempestade nos mercados na semana passada com o anúncio de uma série de tarifas sobre países de todo o mundo, incluindo seus principais parceiros comerciais, como China e União Europeia. Trump acusa estes países de "saquear" Washington e, em consequência, decidiu impor uma tarifa universal de 10% a todos os produtos importados pelos Estados Unidos. A medida entrou em vigor no sábado.

 

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A partir de quarta-feira (9) devem entrar em vigor tarifas adicionais para os principais parceiros comerciais de Washington, incluindo a União Europeia (20%) e China (34%). Os produtos chineses já tinham sido alvo de uma taxa de 20% então, agora, pagarão nada menos do que 54%.

 

As contramedidas também procuram "recolocar os Estados Unidos no caminho certo do sistema comercial multilateral", insistiu aos participantes, que incluíam representantes da Tesla, GE Healthcare e Medtronic.

 

Bolsas asiáticas e europeias desabam por temor de guerra comercial em larga  escala | Economia | O Liberal

 

As esperanças de que Trump reconsidere sua política acabaram no domingo, quando ele afirmou que não chegará a um acordo a menos que, primeiro, sejam resolvidos os déficits comerciais. Nos mercados asiáticos, todos os setores foram afetados, das empresas de tecnologia até os automóveis, passando pelos bancos, cassinos ou empresas de energia. Entre os principais perdedores estão as grandes empresas de tecnologia chinesas como Alibaba, que perdeu mais de 17%, e sua rival JD.com (menos 14%).

 

China retalia Trump e anuncia tarifas de 34% sobre produtos dos EUA; bolsas  globais desabam com repercussão - Difusora1

Fotos: Reprodução

 

Poderíamos ver muito rapidamente uma recessão nos Estados Unidos e poderia durar aproximadamente um ano, bastante prolongada — aponta Steve Cochrane, economista-chefe para Ásia e Pacífico da Moody's Analytics. Além disso, a preocupação com uma queda brutal na demanda fez o petróleo registrar queda de mais de 3% nesta segunda-feira. O cobre, um componente vital para armazenamento de energia, veículos elétricos, painéis solares e turbinas eólicas, ampliou as perdas.

 

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A previsão para o Dow Jones e o S&P 500 nos Estados Unidos também aponta grandes perdas, como as registradas na sexta-feira passada. Até agora, a equipe de Trump não está recuando (...) Está claro que Washington está utilizando as dificuldades do mercado como alavanca para negociar, e não como um sinal que os incentive a mudar de rumo — disse Stephen Innes, da SPI Asset Management. 

 

Fonte: O Globo

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