O egípcio Abdallah Saad Ali Montaser recebeu autorização da Justiça Federal para entrar no Brasil após passar 51 dias retido na área restrita do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. A decisão ocorreu depois que a Justiça concluiu que não havia provas concretas que justificassem a proibição de sua entrada no país.
Abdallah desembarcou no Brasil em 8 de abril acompanhado da esposa grávida e dos dois filhos pequenos, buscando refúgio diante das instabilidades no Oriente Médio. No entanto, ele foi considerado pelas autoridades migratórias um possível risco à segurança nacional e teve o ingresso barrado.
Enquanto o egípcio permaneceu retido no aeroporto, sua esposa e as crianças receberam autorização para entrar no país no início de maio, após quase um mês de espera. A separação da família gerou mobilização de entidades de direitos humanos e de organizações de apoio a migrantes.
Veja também

Justiça tem recorde no número de medidas protetivas concedidas a mulheres
'Preciso sair daqui, eu não estou bem', diz babá em meio a tensão no julgamento do caso Henry
Segundo a defesa, a Justiça reconheceu que não existiam elementos suficientes para manter Abdallah impedido de entrar no território brasileiro. O advogado da família classificou a decisão como uma vitória dos direitos humanos e do direito à reunificação familiar.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
Após deixar o aeroporto, Abdallah reencontrou a esposa e os filhos, encerrando quase dois meses de permanência forçada na área restrita do terminal. O caso ganhou repercussão nacional e levantou debates sobre políticas migratórias, pedidos de refúgio e garantias de direitos fundamentais a estrangeiros em situação de vulnerabilidade.