Corpo de Bombeiros reforça efetivo, pede apoio da Força Nacional e intensifica ações de prevenção para enfrentar avanço das queimadas.
O avanço do fenômeno El Niño já começa a provocar reflexos no Amazonas e acende um alerta para o aumento dos incêndios florestais. De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), o número de ocorrências registradas em julho saltou de 32 para 71, mais que dobrando em poucas semanas.
A expectativa da corporação é de que o cenário se agrave nos próximos meses, com o pico das queimadas previsto para setembro. Nesse período, a combinação entre estiagem severa, altas temperaturas e dificuldades de acesso às áreas atingidas pode favorecer incêndios de grandes proporções e o retorno da fumaça para diversos municípios amazonenses.
Segundo o comandante-geral do CBMAM, coronel Orleilso Muniz, o Estado está ampliando a estrutura de combate ao fogo e prevê mobilizar cerca de 800 servidores, entre militares e civis, atuando simultaneamente durante o período mais crítico.
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Além do reforço no efetivo estadual, o Amazonas solicitou apoio do Governo Federal por meio da Força Nacional para fortalecer as operações de combate aos incêndios florestais.
Apesar da ampliação da estrutura, o comandante reconhece que o combate às queimadas enfrenta desafios históricos, principalmente em áreas remotas da floresta, onde o acesso é limitado e nem sempre há equipamentos ou quantidade de água suficientes para controlar incêndios de grande porte.
Como estratégia para reduzir o número de ocorrências, o Corpo de Bombeiros tem intensificado ações de educação ambiental em municípios do interior. A meta é conscientizar aproximadamente 80 mil pessoas nos próximos cinco meses sobre os riscos das queimadas ilegais e a importância da preservação ambiental. Até o momento, mais de 13 mil pessoas já participaram das atividades promovidas pela corporação.
O Governo do Amazonas também reforçou a Operação Amazonas Mais Verde, ampliou o número de bases do Corpo de Bombeiros no interior do estado, investiu em novas viaturas de combate a incêndios e convocou novos militares para fortalecer o atendimento durante a temporada de estiagem.
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A preocupação das autoridades vai além das queimadas. Com a intensificação do El Niño, a previsão é de uma estiagem mais severa no segundo semestre, cenário que pode provocar isolamento de comunidades ribeirinhas, dificuldades no abastecimento de água, alimentos e medicamentos, além de agravar os impactos ambientais em diversas regiões do Amazonas.