Fenômeno climático pode alterar o padrão da estação e aumentar episódios de chuva e variações de temperatura.
O início do inverno, marcado para este domingo (21), deve ser influenciado pela atuação do fenômeno El Niño, que indica aquecimento das águas do oceano Pacífico equatorial e pode provocar mudanças no padrão climático no Brasil.
Em São Paulo, a previsão do CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas) aponta chuvas acima da média histórica para a estação, estimadas em cerca de 130,5 mm. Apesar disso, a tendência é de irregularidade, com períodos de estiagem e variações bruscas de temperatura ao longo dos meses.
Entre os registros históricos da capital paulista, o inverno mais chuvoso foi o de 2009, enquanto o mais seco ocorreu em 2017, o que reforça a variabilidade típica do período. O órgão destaca ainda que dias com grande amplitude térmica devem ser frequentes.
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AS MÉDIAS PREVISTAS PARA A CIDADE SEGUEM O PADRÃO DE INVERNO AMENO:
Junho: mínima de 13,4°C e máxima de 23°C
Julho: mínima de 12,7°C e máxima de 23,1°C
Agosto: mínima de 13,4°C e máxima de 24,3°C
Setembro: mínima de 15,2°C e máxima de 26°C
Segundo meteorologistas, o inverno não deve ser rigoroso, embora possam ocorrer ondas de frio pontuais e de curta duração. O efeito mais intenso do El Niño, no entanto, deve se concentrar mais próximo da primavera.
Em nível nacional, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê distribuição desigual das chuvas, com maiores volumes concentrados em áreas do Norte, Nordeste e Sul do país. No restante do território, a atuação de massas de ar seco deve reduzir a umidade e favorecer longos períodos sem precipitação.
Essa condição também aumenta o risco de queimadas, além de impactar a saúde da população, especialmente com o agravamento de doenças respiratórias.
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O inverno brasileiro ainda deve ser marcado pela chegada de massas de ar frio vindas do sul do continente, que podem provocar quedas de temperatura, geadas em regiões do Sul e Sudeste, além de episódios de friagem em áreas da Região Norte.