A previsão de um El Niño de forte intensidade em 2026 voltou a acender o alerta para risco de enchentes no Rio Grande do Sul, dois anos após a maior tragédia climática da história do estado.
Especialistas apontam que o fenômeno pode aumentar significativamente o volume de chuvas, principalmente durante a primavera, período em que historicamente há maior incidência de temporais na região. Apesar disso, não há garantia de repetição do cenário registrado em 2024, quando uma combinação de fatores levou a inundações de grandes proporções.
Naquele ano, o estado enfrentou uma catástrofe sem precedentes, com chuvas intensas que atingiram grande parte do território, provocando alagamentos generalizados, destruição de infraestrutura e centenas de mortes.
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De acordo com especialistas, o El Niño, caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, tende a intensificar as chuvas no Sul do Brasil, elevando o risco de cheias em rios e áreas urbanas. O impacto, no entanto, depende da combinação com outros fatores, como solo já encharcado e a atuação de frentes frias.
Após a tragédia de 2024, governos municipais e estadual passaram a investir em obras de contenção, sistemas de drenagem e monitoramento climático. Ainda assim, estudos indicam que vulnerabilidades persistem, especialmente em regiões metropolitanas e áreas próximas a rios.
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A expectativa é que os efeitos do fenômeno comecem a ser sentidos ainda no inverno de 2026, com maior preocupação a partir da primavera. Autoridades e especialistas reforçam a necessidade de preparação contínua e planejamento para reduzir os impactos de possíveis eventos extremos.