Relatório do Programa Mundial de Alimentos estima que o número de pessoas incapazes de atender às necessidades diárias de alimentação chegará a 274 milhões até o fim de 2027, impulsionado por secas, enchentes e perdas de safras
Um novo relatório do Programa Mundial de Alimentos (PMA/WFP), da Organização das Nações Unidas (ONU), alerta que um forte evento de El Niño pode empurrar até 49 milhões de pessoas para a fome aguda até o fim de 2027. A América Latina e o Caribe estão entre as regiões que devem sofrer os maiores impactos, ao lado da África Austral.
Segundo a ONU, há 81% de probabilidade de o fenômeno climático atingir intensidade muito forte, podendo se tornar o mais severo desde 1950. O aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico tende a provocar secas, alterações no regime de chuvas, perdas agrícolas e aumento da insegurança alimentar em dezenas de países.
A projeção indica que o número de pessoas em situação de fome aguda pode chegar a 274 milhões em 45 países vulneráveis, um aumento de aproximadamente 22% em relação ao cenário atual. Na América Central, a insegurança alimentar pode crescer 83%, enquanto na África Austral o avanço pode chegar a 75%. América do Sul e Caribe também aparecem entre as áreas de maior preocupação.
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Embora as boas colheitas registradas em 2025 tenham ajudado a manter o abastecimento global de alimentos, a ONU alerta que conflitos internacionais, barreiras comerciais e possíveis perdas de produção causadas pelo El Niño podem pressionar os preços dos alimentos e dificultar ainda mais o acesso das populações mais vulneráveis.
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Diante do cenário, o Programa Mundial de Alimentos defende ações preventivas, ampliação dos sistemas de alerta e reforço da assistência humanitária para reduzir os impactos do fenômeno antes que a crise alimentar se agrave.