Aquecimento do Pacífico Equatorial acelerou desde julho. Agência dos EUA atualizou nesta quinta a projeção para a intensidade e a duração do fenômeno
A possibilidade de um El Niño muito forte entre outubro e dezembro de 2026 aumentou e já supera 90%, segundo projeções da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). O fenômeno climático está em rápida intensificação e chama a atenção de especialistas pelos possíveis impactos sobre o clima em diferentes regiões do mundo.
O El Niño ocorre quando há um aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Esse aumento da temperatura interfere na circulação da atmosfera e pode modificar os padrões de chuva e temperatura em diversas partes do planeta.
No Brasil, os efeitos não são iguais em todas as regiões. O fenômeno pode favorecer chuvas acima da média no Sul, enquanto outras áreas do país podem enfrentar períodos mais quentes e alterações no regime de precipitação. Os impactos, porém, dependem também da atuação de outros sistemas atmosféricos.
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A preocupação aumentou com a velocidade do aquecimento observado no Pacífico. Dados recentes indicam que o fenômeno pode ganhar força durante os próximos meses, com a intensidade máxima projetada para o período entre outubro e dezembro.
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Apesar das projeções, especialistas ressaltam que previsões climáticas não significam que determinados eventos extremos necessariamente ocorrerão em uma região específica. O comportamento da atmosfera pode modificar os efeitos do El Niño, por isso o fenômeno continuará sendo monitorado pelas agências meteorológicas nos próximos meses.