Segundo órgão meteorológico da ONU, as temperaturas da superfície do mar no epicentro do El Niño ficarão 3,7 ºC acima do nível normal
O fenômeno climático El Niño pode atingir uma intensidade sem precedentes, superando o recorde registrado entre 2015 e 2016. Segundo previsões da Organização Meteorológica Mundial (OMM), as temperaturas da superfície do Oceano Pacífico tropical podem ficar até 3,7 °C acima da média entre outubro e dezembro de 2026, aumentando a preocupação com os impactos climáticos em diferentes regiões do planeta.
O aquecimento das águas do Pacífico deve se intensificar nos próximos meses, com previsão de atingir o pico em dezembro. A OMM também aponta probabilidade próxima de 100% de que o fenômeno continue até fevereiro de 2027. Caso as projeções se confirmem, o episódio poderá superar o recorde anterior, quando a anomalia da temperatura do mar chegou a 2,6 °C entre novembro de 2015 e janeiro de 2016.
No Brasil, os efeitos do El Niño variam conforme a região. O Sul tende a registrar chuvas mais intensas, com possibilidade de enchentes e alagamentos. Já o Norte e partes do Nordeste podem enfrentar redução das precipitações, agravamento da seca e aumento do risco de incêndios florestais. As temperaturas também podem permanecer acima da média em grande parte do território nacional.
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Na Amazônia, a diminuição das chuvas pode agravar a situação dos rios, prejudicar o abastecimento de comunidades e afetar atividades como pesca, agricultura e transporte fluvial. O calor intenso também aumenta a preocupação com a saúde da população e com a propagação de queimadas. Os impactos, entretanto, dependem da evolução do fenômeno e das condições meteorológicas de cada localidade.
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O El Niño é um fenômeno natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Pacífico equatorial, capaz de alterar os padrões de circulação atmosférica e distribuição das chuvas em várias partes do mundo. Órgãos brasileiros de monitoramento climático acompanham o avanço do episódio e alertam para a possibilidade de um evento muito forte no último trimestre de 2026. As previsões devem ser atualizadas continuamente, pois a intensidade e os efeitos regionais ainda podem variar.