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Eleição 2026 começa no Amazonas com 8 urnas substituídas e 21 ocorrências. VEJA VÍDEO
Foto: Divulgação

Primeiro balanço do TRE-AM aponta registros de compra de votos, descumprimento da Lei Seca e outras ocorrências durante as primeiras horas de votação

A eleição deste domingo (4) começou no Amazonas com oito urnas eletrônicas substituídas e 21 ocorrências policiais ou eleitorais registradas nas primeiras horas de votação. Os dados foram apresentados pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) às 9h, durante coletiva realizada no Fórum Eleitoral, em Manaus, com a participação da Justiça Eleitoral, Ministério Público Eleitoral, Forças Armadas e órgãos de segurança pública.

 

De acordo com o Assessor de Gestão de Eleições do TRE-AM, Marcelo Judson Susuarana Lira, as oito substituições haviam sido contabilizadas até as 8h30. Seis ocorreram em Manaus e duas no interior do Estado, nos municípios de Anori e Manicoré.

 

Entre os equipamentos substituídos, cinco eram do modelo de 2015, dois de 2020 e um de 2022. As urnas de contingência foram acionadas para garantir a continuidade da votação e evitar prejuízos aos eleitores.

 

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O Amazonas possui mais de 2,8 milhões de eleitores aptos a votar. Desse total, 51,43% são mulheres e 48,57% homens. Segundo o TRE-AM, quase 95% do eleitorado está com a biometria atualizada. Mesmo quem não possui cadastro biométrico pode votar, desde que apresente um documento oficial com foto.

 

A votação ocorre em 1.636 locais, sendo 477 em Manaus e 1.159 no interior. Ao todo, são 8.157 seções eleitorais espalhadas pelo Estado. Para garantir o funcionamento da estrutura, o TRE-AM disponibilizou 9.287 urnas eletrônicas, incluindo mais de mil equipamentos de contingência para eventuais substituições.

 

 

 

A operação eleitoral mobiliza praticamente 50 mil pessoas no Amazonas. O efetivo inclui mais de 32 mil mesários, mais de 10 mil integrantes do apoio logístico, mais de 6 mil profissionais das forças de segurança e quase mil servidores e agentes envolvidos diretamente na organização do pleito.

 

Mais de 54 toneladas de equipamentos também foram transportadas para municípios do interior por meio de vias terrestres, fluviais e aéreas.

 

As Forças Armadas participaram da logística com seis rotas aéreas realizadas por aeronaves dos modelos Pantera, Black Hawk e Jaguar. As operações somaram mais de 50 horas de voo e atenderam 47 comunidades, além do transporte de mais de cinco toneladas de pessoal e equipamentos.

 

 Foto: Divulgação

 

Na segurança, quase 2 mil policiais militares e mais de 4 mil integrantes das Forças Armadas foram empregados na proteção dos locais de votação e no apoio à operação eleitoral no Estado.

 

Entre as primeiras ocorrências registradas estão casos relacionados à suspeita de corrupção eleitoral e compra de votos. O sistema do TRE-AM contabilizou quatro registros desse tipo, sendo três em Barreirinha e um em Manaus.

 

Já o balanço apresentado pelo comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marcos Klinger dos Santos Paiva, aponta 21 ocorrências durante o início do pleito. Entre os registros estão sete descumprimentos da Lei Seca, seis casos de compra de votos, três suspeitas de troca de combustível por votos, uma ocorrência de panfletagem e uma suspeita de crime eleitoral encaminhada à Polícia Federal.

 

Também foram registrados um caso envolvendo comício e compra de votos, uma ocorrência relacionada ao transporte de eleitores e um caso de boca de urna.

 

A fiscalização da propaganda eleitoral também apresentou números expressivos. Segundo Valdinei Albuquerque Siqueira, nos 48 dias anteriores ao primeiro balanço, foram julgados 871 processos relacionados à propaganda eleitoral.

 

Desse total, foram 538 representações eleitorais, 165 pedidos de direito de resposta, 91 notícias de irregularidade em propaganda, 32 petições cíveis, 36 representações especiais, oito tutelas cautelares antecipadas e um processo criminal de notícia-crime. Ao todo, 730 pedidos de liminar foram analisados pela Comissão de Juízes Auxiliares.

 

A estrutura das Forças Armadas também foi ampliada para garantir a segurança e a logística do pleito. O comandante Militar da Amazônia, general de Exército Luiz Gonzaga Viana Filho, informou que o Comando Conjunto atua em 69 municípios de três estados: 44 no Amazonas, 20 no Acre e cinco em Roraima.

 

A operação reúne 6.102 militares, 15 aeronaves, 142 embarcações e 182 viaturas.

 

No Amazonas, o secretário de Segurança Pública, coronel Anézio Brito de Paiva, informou que mais de 15 mil integrantes das forças estaduais foram mobilizados para atuar durante as eleições. Desse efetivo, mais de 3.900 agentes estão empregados diretamente na Operação Eleição 2026.

 

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Mesmo com as ocorrências registradas nas primeiras horas, a estrutura de contingência permanece mobilizada para garantir o funcionamento das seções eleitorais e a segurança dos eleitores durante todo o período de votação. 

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