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Eleições 2026
Eleição de governadores: veja como estão as disputas em 11 estados, segundo a Quaest
Foto: Reprodução

Levantamentos revelam abismos de popularidade entre governadores, o peso decisivo de Lula e Bolsonaro e um cenário de alta volatilidade no Rio de Janeiro e em Minas Gerais

As pesquisas Quaest divulgadas na última semana de abril de 2026 traçam um mapa da corrida pelos governos estaduais em onze estados brasileiros.

 

O cenário varia de favoritismos consolidados, como no Paraná, até disputas acirradas e alta indefinição em Minas Gerais e no Rio de Janeiro.

 

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BAHIA

 

ACM Neto e Jeronimo Rodrigues — Foto: Reprodução/ TV Bahia

ACM Neto e Jeronimo Rodrigues

(Foto: Reprodução/ TV Bahia)

 

Na Bahia, o atual governador Jerônimo Rodrigues (PT) e o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) aparecem tecnicamente empatados na liderança. Em um dos principais cenários testados, ACM Neto soma 41% das intenções de voto, contra 37% de Jerônimo.

 

Apesar da disputa apertada, o governador petista mantém indicadores positivos de gestão: 56% dos eleitores aprovam seu governo, e 51% afirmam que ele merece um novo mandato.

 

Ainda assim, Jerônimo enfrenta um índice elevado de rejeição (42%), superior ao de seu principal adversário (32%).

 

O cenário baiano é fortemente impactado pela política nacional: quase metade do eleitorado (47%) afirma preferir um governador alinhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 16% dizem optar por um aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

 

CEARÁ

 

Camilo Santana, Ciro Gomes e Elmano Freitas — Foto: Geraldo Magela/Agência Senado, Valter Campanato/Agência Brasil e Hiane Braun/Casa Civil

Camilo Santana, Ciro Gomes e Elmano Freitas

(Foto: Reprodução)

 

No Ceará, os números mostram uma disputa condicionada principalmente à escolha do PT entre dois nomes: o senador Camilo Santana (PT) desponta como o candidato governista mais competitivo, liderando um confronto com Ciro Gomes (PSDB) por 40% a 33%.

 

Já em um cenário em que o governador Elmano de Freitas (PT) enfrenta Ciro, o pré-candidato do PSDB leva vantagem, com 41%, contra 32% do petista.

 

Elmano, no entanto, registra boa avaliação administrativa: 53% aprovam a gestão dele, 30% a desaprovam, e 50% consideram que ele merece a reeleição.

 

Nas simulações de segundo turno, Camilo Santana venceria Ciro Gomes por 44% a 39%, enquanto Ciro superaria Elmano de Freitas por 46% a 35%. Assim como na Bahia, o alinhamento nacional pesa: 43% dos cearenses preferem um governador aliado a Lula, frente a 18% que optam por um aliado de Bolsonaro.

 

ESPÍRITO SANTO

 

Paulo Hartung (PSD), Ricardo Ferraço (MDB), Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Magno Malta (PL) — Foto: Montagem/g1

Paulo Hartung (PSD), Ricardo Ferraço (MDB), Lorenzo Pazolini

(Republicanos) e Magno Malta (PL) (Foto: Montagem/g1)

 

No Espírito Santo, o principal cenário testado aponta um empate técnico entre quatro pré-candidatos. O ex-governador Paulo Hartung (PSD) aparece numericamente à frente, com 19% das intenções de voto, seguido de perto pelo prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), com 18%. Logo atrás estão o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) e o senador Magno Malta (PL), ambos com 15%. O deputado federal Helder Salomão (PT) surge mais distante, com 7%.

 

Quando o nome de Hartung é retirado das simulações, o cenário muda: Ricardo Ferraço passa a liderar numericamente, com índices que variam entre 24% e 32%, dependendo da combinação testada.

 

O levantamento também revela um obstáculo relevante para alguns pré-candidatos. Magno Malta registra a maior rejeição, com 46%, seguido por Hartung (36%) e Helder Salomão (33%).

 

A disputa, no entanto, ainda é bastante incerta: 60% dos eleitores afirmam que podem mudar de voto até o dia da eleição.

 

GOIÁS

 

Vice-governador, Daniel Vilela (MDB), e ex-governador Marconi Perillo (PSDB) — Foto: Fábio Lima e Weimer Carvalho/ O Popular

Vice-governador, Daniel Vilela (MDB), e ex-governador

Marconi Perillo (PSDB) (Foto: Fábio Lima e

Weimer Carvalho/ O Popular)

 

Em Goiás, o cenário é mais favorável à continuidade do grupo atualmente no poder. O governador Daniel Vilela (MDB), que assumiu o cargo após a saída de Ronaldo Caiado (PSD) para disputar a Presidência da República, lidera as intenções de voto com 33%, seguido pelo ex-governador Marconi Perillo (PSDB), com 21%.

 

O desempenho de Vilela está associado ao legado de Caiado, cujo governo terminou com 84% de aprovação.

 

Segundo os resultados da Quaest, em uma eventual disputa de segundo turno, Daniel Vilela venceria Marconi Perillo com ampla margem: 46% a 27%. O tucano, por sua vez, é o nome mais rejeitado entre os testados, com 50% de rejeição.

 

MINAS GERAIS

 

Cleitinho, Alexandre Kalil e Rodrigo Pacheco — Foto: g1

Cleitinho, Alexandre Kalil e Rodrigo Pacheco

(Foto: Reprodução)

 

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera a disputa em todos os cenários testados, com intenções de voto que variam entre 30% e 37% no primeiro turno.

 

Ele é seguido pelo ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), que registra entre 14% e 18%, e pelo senador Rodrigo Pacheco (PSB), com índices entre 8% e 12%. O atual governador, Mateus Simões (PSD), que assumiu o cargo após a renúncia de Romeu Zema (Novo) em março para concorrer à Presidência, aparece com 3% a 5%.

 

Cleitinho possui os eleitores mais decididos, com 56% de seus apoiadores afirmando que o voto é definitivo. Em simulações de segundo turno, ele venceria todos os adversários testados. No entanto, a incerteza ainda é alta no estado, com 60% do eleitorado afirmando que pode mudar de candidato.

 

PARÁ

 

Daniel Santos e Hana Ghassan empatam na disputa para o governo do Pará no 1º turno — Foto: Reprodução

Daniel Santos e Hana Ghassan empatam na disputa para

o governo do Pará no 1º turno (Foto: Reprodução)

 

A disputa no Pará é marcada por um empate técnico entre Dr. Daniel Santos (Podemos) e a atual governadora, Hana Ghassan (MDB), no 1º turno. Em um dos cenários, Daniel Santos aparece com 22% contra 19% de Hana; em outro, ele tem 24% contra 22% dela. Hana Ghassan assumiu o governo após a renúncia de Helder Barbalho (MDB), que deixou o cargo para concorrer ao Senado.

 

Apesar do empate, Hana Ghassan conta com o potencial apoio de Barbalho, que teve 63% de aprovação em sua gestão. No entanto, apenas 33% dos eleitores já associam Hana como a candidata do ex-governador. O nível de indecisão no Pará é alto, atingindo até 33% no primeiro turno.

 

Em uma simulação de segundo turno, os dois candidatos permanecem tecnicamente empatados, com Daniel Santos registrando 34% e Hana, 29%

 

PARANÁ

 

Sergio Moro, Requião Filho e Rafael Greca — Foto: Dida Sampaio/Estadão - Orlando Kissner/Alep - Reprodução Prefeitura de Curitiba

Sergio Moro, Requião Filho e Rafael Greca

(Foto: Reprodução)

 

No Paraná, o senador Sergio Moro (PL) aparece como favorito na corrida eleitoral. Ele lidera todos os cenários testados pela Quaest e, no principal deles, soma 35% das intenções de voto, abrindo vantagem sobre Requião Filho (PDT), que tem 18%, e sobre o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (MDB), com 15%.

 

O bom desempenho de Moro ocorre em um contexto de forte aprovação do atual governador Ratinho Junior (PSD), que encerra o segundo mandato com 80% de aprovação.

 

Apesar de não poder disputar a reeleição, Ratinho Junior mantém grande influência: 64% dos eleitores afirmam que ele merece eleger um sucessor.

 

No campo nacional, 44% do eleitorado paranaense defende um governador independente, 34% prefere um aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro e 17% opta por um nome próximo ao presidente Lula.

 

PERNAMBUCO

 

João Campos e Raquel Lyra — Foto: g1

João Campos e Raquel Lyra (Foto: Reprodução)

 

Em Pernambuco, a corrida eleitoral é marcada pela disputa entre o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) e a atual governadora, Raquel Lyra (PSD). João Campos lidera as intenções de voto com 42%, contra 34% de Raquel.

 

Em uma simulação de segundo turno, Campos mantém vantagem, vencendo por 46% a 38%.

 

Apesar de aparecer atrás nas pesquisas eleitorais, a governadora apresenta indicadores positivos de gestão: a administração é aprovada por 62% dos eleitores, um avanço em relação a levantamentos anteriores, e 57% consideram que ela merece ser reeleita.

 

O fator nacional é decisivo no estado: 47% dos pernambucanos dizem preferir um governador aliado ao presidente Lula. Nesse aspecto, João Campos leva clara vantagem, já que 47% dos eleitores o identificam como o candidato apoiado por Lula, enquanto 12% fazem essa associação com Raquel Lyra.

 

RIO DE JANEIRO

 


Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL)

(Foto: Stephanie Rodrigues/

g1 e Alex Ramos/Alerj)

 

No Rio de Janeiro, a liderança é do ex-prefeito da capital Eduardo Paes (PSD). Ele aparece à frente em todos os cenários testados, com intenções de voto que variam entre 34% e 40%.

 

Bem atrás, surge o deputado estadual Douglas Ruas (PL), com índices entre 9% e 11%, seguido pelo ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos), que marca 8%.

 

A disputa fluminense é influenciada pelo desgaste da gestão anterior: o ex-governador Cláudio Castro (PL) renunciou ao cargo em março de 2026 e foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O governo Castro terminou com 47% de desaprovação, o que se reflete no desejo do eleitorado por mudança: 43% dos entrevistados afirmam querer que o próximo governador altere completamente o trabalho que vinha sendo realizado.

 

RIO GRANDE DO SUL

 

Juliana Brizola (PDT) e Luciano Zucco (PL) — Foto: Gustavo Chagas/g1 e Celso Bender/Agência ALRS

Juliana Brizola (PDT) e Luciano Zucco (PL) 

(Foto: Gustavo Chagas/g1 e Celso Bender/

Agência ALRS)

 

No Rio Grande do Sul, a pesquisa aponta um cenário aberto, com equilíbrio entre os nomes da oposição e elevado índice de indecisos.

 

No principal cenário de primeiro turno, há um empate técnico entre a deputada estadual Juliana Brizola (PDT), com 24%, e o deputado federal Luciano Zucco (PL), que aparece com 21% das intenções de voto. Mais atrás estão o vice-governador Gabriel Souza (MDB), com 6%, Marcelo Maranata (PSDB), com 2%, e Rejane Oliveira (PSTU), com 1%.

 

A indefinição do eleitorado gaúcho chama atenção: 34% dos entrevistados se dizem indecisos, e 68% afirmam que ainda podem rever sua escolha, um dos índices mais altos entre os estados pesquisados.

 

Em relação ao governo atual, o governador Eduardo Leite (PSD) mantém 51% de aprovação e 39% de desaprovação.

 

Apesar de a maioria aprovar a gestão de Leite, o capital político do governador não se transfere automaticamente: 49% dos eleitores afirmam que ele não merece eleger um sucessor.

 

No contexto político estadual, Eduardo Leite confirmou que permanecerá no cargo até o fim do mandato, após o PSD definir o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado como pré-candidato do partido à Presidência da República.

 

SÃO PAULO

 

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e o deputado federal Kim Kataguiri (Missão). — Foto: Montagem/g1/Divulgação

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos),

e o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e o

deputado federal Kim Kataguiri (Missão).

(Foto:Divulgação)

 

O atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), lidera a corrida com 38% a 40% das intenções de voto. O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) aparece em segundo lugar, variando entre 26% e 28%. Outros candidatos, como Kim Kataguiri (Missão) e Paulo Serra (PSDB), pontuam com 5% cada.

 

A gestão de Tarcísio conta com 54% de aprovação, e ele venceria Haddad em um eventual segundo turno por 49% a 32%.

 

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Por outro lado, Haddad enfrenta o maior índice de rejeição, com 58% dos eleitores paulistas afirmando que não votariam nele, enquanto a rejeição de Tarcísio é de 38%. A decisão de voto no estado está dividida: 48% dizem ser definitiva e 51% afirmam que podem mudar. 

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