O deputado de esquerda Roberto Sánchez, seu adversário, está com 49,92% dos votos. Devido à pequena diferença, o cenário é de empate técnico
A candidata conservadora Keiko Fujimori aparece na liderança da corrida presidencial no Peru, com 50,076% dos votos válidos, segundo a contagem oficial divulgada pelo órgão eleitoral do país após a apuração de aproximadamente 93% das urnas.
O adversário, o deputado de esquerda Roberto Sánchez, soma 49,924% dos votos, mantendo a disputa em situação de empate técnico devido à diferença mínima entre os candidatos.
Apesar da vantagem de Keiko, o resultado ainda é considerado indefinido. Isso porque Sánchez possui forte apoio em áreas rurais e regiões mais afastadas, cujos votos costumam ser contabilizados por último.
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As autoridades eleitorais peruanas alertaram que o resultado oficial poderá demorar vários dias para ser confirmado.
Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, Keiko terminou o primeiro turno na liderança, com 17,2% dos votos válidos. Já Roberto Sánchez avançou para o segundo turno após conquistar 12% da preferência do eleitorado.
A votação foi encerrada às 17h no horário local, sem o registro de grandes incidentes, diferentemente do primeiro turno, que foi marcado por problemas técnicos e denúncias de irregularidades.
O processo eleitoral ocorre em meio a um cenário de forte instabilidade política. O primeiro turno contou com um número recorde de 35 candidatos à Presidência da República, refletindo a fragmentação do sistema político peruano.
Nos últimos dez anos, o Peru teve nove presidentes diferentes, apesar de os mandatos presidenciais serem de cinco anos. A sucessão constante de governos é apontada por especialistas como um dos fatores que contribuíram para a perda de credibilidade das instituições públicas.
Analistas também destacam o impacto do artigo 113 da Constituição peruana, que permite a destituição de presidentes por “incapacidade moral ou física permanente”, mecanismo que tem sido utilizado em sucessivas crises políticas no país.
Pesquisas recentes apontam elevados índices de desconfiança da população em relação ao Congresso e ao governo. Segundo levantamentos citados por especialistas, a maioria dos peruanos demonstra pouca confiança nas instituições e baixo nível de satisfação com a democracia.
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Enquanto a apuração prossegue, a expectativa permanece voltada para os votos das regiões mais distantes do país, que poderão definir quem ocupará a Presidência do Peru pelos próximos cinco anos.