Os eleitores dos Estados Unidos vão às urnas nesta terça-feira (3) para escolher os representantes do Congresso durante as eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms. A votação pode alterar o equilíbrio de forças políticas em Washington e dificultar a aprovação de projetos do presidente Donald Trump.
A disputa envolve todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado. As eleições acontecem dois anos após a escolha presidencial e são consideradas um importante termômetro da avaliação popular sobre o governo republicano.
Na Câmara dos Representantes, as projeções eleitorais apontam vantagem para o Partido Democrata, que aparece como favorito para conquistar a maioria. Um modelo de previsão publicado pelo The Economist estimou em aproximadamente 95% as chances de os democratas assumirem o controle da Casa. Caso isso aconteça, Trump poderá enfrentar maiores dificuldades para aprovar propostas e conduzir sua agenda legislativa.
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Pesquisas em estados considerados estratégicos também indicam vantagem democrata. Em Montana, o candidato Sam Forstag apareceu 17 pontos percentuais à frente do republicano Aaron Flint. Já na Pensilvânia, Bob Brooks registrou seis pontos de vantagem sobre Ryan Mackenzie, que ocupa atualmente a cadeira na Câmara.
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No Senado, a disputa é considerada mais equilibrada. Segundo o modelo do The Economist, os democratas apresentam 53% de chances de conquistar a maioria, contra 47% dos republicanos. Estados como Maine, Minnesota, Carolina do Norte, Ohio, Texas e Alasca podem ser decisivos para definir o controle da Casa. O resultado das eleições também poderá produzir reflexos nas relações econômicas e comerciais dos Estados Unidos com outros países, incluindo o Brasil.