Antes de deixar o Brasil, embaixador de Israel lamentou a decisão do governo Lula de não aprovar o nome de seu possível substituto
Prestes a ir embora do Brasil, o embaixador de Israel, Daniel Zonshine, lamentou a crise diplomática com o governo Lula. A declaração aconteceu nesta quinta-feira (7/8), durante um café da manhã realizado pelo partido Republicanos na Câmara dos Deputados.
Desde que Lula assumiu a presidência, a relação entre Brasil e Israel tem vivido momentos de tensão. De um lado, Israel acusa o governo brasileiro de ter posturas pró-Hamas. Do outro, Lula tem feito críticas quanto à atuação israelense na Faixa de Gaza, onde mais de 50 mil pessoas já morreram. O ápice da crise aconteceu em fevereiro de 2024, quando Lula comparou as ações de Israel na Faixa de Gaza com o Holocausto de judeus durante a Segunda Guerra Mundial.
Depois da repercussão negativa da fala, o presidente brasileiro foi declarado “persona non grata” em Israel. Em retaliação, Lula retirou o embaixador do Brasil em Tel Aviv, dando assim menos peso na relação diplomática dos dois países.
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Ao Metrópoles, fontes com conhecimento sobre o encontro informaram que Zonshine disse ser uma “pena” a decisão do governo brasileiro, que até agora barra a aprovação de um novo embaixador de Israel em Brasília.
Apesar disso, o atual embaixador afirmou que as relações econômicas, científicas e culturais entre Israel e Brasil vão continuar. De acordo com Zonshine, a representação diplomática continuará funcionando mesmo sem um chefe do primeiro escalão.
O afastamento entre Brasil e Israel aumentou no fim de julho, quando o governo brasileiro decidiu ingressar em uma ação judicial na Corte Internacional de Justiça (CIJ), que denúncia um possível genocídio de palestinos na Faixa de Gaza.
Além disso, o Brasil se retirou da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA) e, até o momento, não se pronunciou oficialmente sobre a decisão.
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Em meio ao distanciamento, Israel também corre o risco de ficar sem embaixador no Brasil. Isso, porque o governo Lula ainda não aprovou o agrément de Gali Dagan, indicado para assumir a representação diplomática em Brasília.
Fonte: Metrópoles