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Empreendedor brasileiro tem muito a ganhar com IA
Foto: Reprodução

As empresas na vanguarda da inteligência artificial (IA) — todas americanas — investiram em 2025 cerca de US$ 400 bilhões. Isso equivale ao quádruplo do que a Petrobras, maior empresa do Brasil, pretende investir nos próximos cinco anos.

 

Na briga para tentar desenvolver um modelo de IA capaz de superar a maioria dos seres humanos em várias tarefas, gigantes como OpenAI, Anthropic ou Google não param de captar capital e aplicá-lo na construção da infraestrutura necessária para desenvolver modelos mais e mais poderosos. Vislumbra-se um impacto transformador em praticamente toda a economia global.

 

O único país capaz de disputar a liderança com os Estados Unidos é a China. Europa, Japão e Rússia estão fora do páreo. Brasil, nem se fala. Apesar disso, os brasileiros podem obter benefícios se as previsões de uma nova revolução tecnológica se confirmarem.

 

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Mesmo quem não desenvolve modelos de IA avançados tem muito a ganhar com a tecnologia. A adoção de ferramentas de IA é, já no estágio atual, capaz de melhorar o desempenho da mão de obra em diferentes setores. O Brasil já é o terceiro maior mercado em usuários de IA. Os produtos serão, portanto, influenciados por demandas e especificidades dos brasileiros.

 

De 1980 para cá, os brasileiros têm se afastado dos americanos em renda, enquanto asiáticos ou europeus orientais têm encurtado a distância. A principal causa é a estagnação da produtividade. Há 45 anos, eram necessários dois brasileiros para fazer o trabalho de um americano. Agora são quatro ou cinco. Um fator determinante para o atraso é o nível baixo na adoção de novas tecnologias. A IA traz a oportunidade de uma virada.

 

Há motivo para otimismo. Numa pesquisa realizada pela consultoria BCG em 11 países, incluindo Alemanha, Estados Unidos, França, Índia e Japão, o Brasil aparece em primeiro lugar na adoção no local de trabalho de ferramentas “digitais inteligentes capazes de aprender, raciocinar e lidar com tarefas complexas de forma independente”. No mesmo levantamento, os brasileiros são os que menos temem o sumiço do emprego nos próximos dez anos. A predisposição para encarar a nova tecnologia de maneira positiva deve ajudar na sua popularização.

 

Há oportunidade para empresas brasileiras adaptarem modelos desenvolvidos pelos pioneiros da IA e criarem novos produtos e serviços. A maior parte do lucro certamente ficará com as gigantes do setor, mas há espaço para explorar adaptações voltadas a países emergentes.

 

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Como o desenvolvimento de IA consome quantidades gigantescas de energia elétrica, o Brasil também pode atrair investimento de empresas estrangeiras de data center interessadas numa matriz renovável. Para que os sonhos despertados pela IA se concretizem, duas condições são essenciais: os empreendedores precisam estar atentos às oportunidades e, acima de tudo, o governo não pode atrapalhar.

 

Fonte: O Globo 

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