Outras empresas de transporte marítimo já atravessaram o Ártico. A primeira travessia do tipo foi realizada em 2018 pela companhia dinamarquesa Maersk
Uma empresa chinesa iniciou neste sábado (15) o primeiro serviço regular de transporte de contêineres entre a China e a Europa pela Rota Marítima do Norte, no Ártico. A operação da Sea Legend deve funcionar até 3 de outubro, com uma viagem prevista todos os sábados.
A rota passa pela costa da Rússia e é considerada uma alternativa mais rápida ao caminho tradicional pelo sul, que atravessa o Oceano Índico, o Canal de Suez e o Mediterrâneo. Em 2025, a empresa realizou uma viagem experimental entre Ningbo, na China, e Felixstowe, no Reino Unido, concluída em 20 dias.
Veja também

Chuva recorde deixa cinco mortos e milhares de pessoas ilhadas perto de Tóquio
Conor Kennedy: quem é o marido de Giulia Be que teve prisão autorizada na Rússia
O navio Dubai Tower será responsável pela primeira viagem regular deste ano. A embarcação deixou o porto de Ningbo com destino ao Reino Unido, aproveitando o período em que as condições do gelo permitem a navegação sem a necessidade de quebra-gelos em boa parte do trajeto.
O interesse comercial pela região vem crescendo. A Rota Marítima do Norte registrou 23 travessias em 2025, contra 15 no ano anterior, segundo levantamento citado pela Allianz Commercial. A utilização da passagem pode reduzir significativamente o tempo de transporte entre a Ásia e a Europa.
Apesar do potencial econômico, a expansão da navegação preocupa organizações ambientais. O aumento do tráfego de navios pode ampliar os impactos sobre uma região já afetada pelo derretimento do gelo. Grandes empresas do setor, como CMA CGM e Hapag-Lloyd, assumiram compromisso de não utilizar rotas do Ártico.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
A ONG Ocean Conservancy alerta que o crescimento do transporte marítimo na região pode provocar consequências ambientais graves. A abertura de uma rota regular durante semanas, portanto, representa um novo capítulo na disputa por uma passagem comercial mais curta, mas também aumenta o debate sobre os efeitos da exploração econômica do Ártico.