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Empresa citada em conversa sobre Lulinha soma R$ 63 milhões em contratos com governo Lula
Foto: Divulgação

MChecon ampliou a atuação junto ao Executivo Federal após 2023, com serviços de eventos, cenografia e montagem de estruturas

A empresa MChecon Design e Cenografia, administrada pelo empresário Marcelo Checon, citado em uma conversa envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, firmou 13 contratos com o governo federal desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

Os contratos assinados após janeiro de 2023 totalizam cerca de R$ 63,4 milhões, de acordo com informações disponíveis no Portal da Transparência. Até o momento, os acordos celebrados durante o atual governo já resultaram em aproximadamente R$ 84,2 milhões em pagamentos à empresa.

 

A MChecon atua na produção de eventos, cenografia e montagem de palcos e estruturas. Entre os trabalhos realizados estão a Casa Brasil em Belém (PA), durante a COP30, e a Casa Brasil instalada em Paris durante os Jogos Olímpicos de 2024.

 

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Antes do retorno de Lula à Presidência, a empresa tinha apenas um contrato com o governo federal. O acordo, no valor de R$ 197 mil, foi firmado em maio de 2022 com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

 

Depois da posse de Lula, em janeiro de 2023, a MChecon assinou outros 13 contratos com órgãos do Executivo Federal. Os principais acordos envolvem os ministérios do Desenvolvimento Agrário, Turismo, Cultura e Desenvolvimento e Assistência Social.

 

Em alguns desses contratos, os valores básicos chegam a R$ 8,74 milhões. A empresa também possui acordos de menor valor com o Ministério da Educação, a Fundação Nacional de Artes (Funarte) e a Presidência da República.

 

Os serviços contratados estão relacionados principalmente à organização e produção de eventos, montagem de palcos e elaboração de estruturas cenográficas.

 

Nome aparece em mensagem recuperada pela PF

 

O nome de Marcelo Checon surgiu em uma conversa recuperada pela Polícia Federal no celular da lobista Roberta Luchsinger.

 

Em um áudio enviado ao empresário Cléber Ribas, Luchsinger afirmou que havia informado Lulinha de que não poderia mais custear suas passagens aéreas. Segundo ela, o filho do presidente teria respondido que passaria a pedir ajuda financeira a Ribas e a Checon.

 

Na conversa, Luchsinger também afirmou que gastava aproximadamente R$ 100 mil por mês para manter uma estrutura relacionada ao grupo. O diálogo ocorreu em agosto do ano passado, quando Lulinha já havia se mudado para Madri, na Espanha.

 

O conteúdo da mensagem foi revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo e posteriormente confirmado pelo Metrópoles.

 

Empresários se manifestam

 

Marcelo Checon foi procurado por meio de mensagens e ligações, mas não respondeu aos contatos até a publicação da reportagem.

 

Cléber Ribas, por sua vez, procurou a reportagem após a publicação e afirmou que ainda não teve acesso às investigações, motivo pelo qual não poderia comentar o conteúdo da conversa.

 

Em nota, Ribas declarou que os contratos firmados com o governo federal foram realizados de acordo com os procedimentos administrativos previstos em lei e negou qualquer tipo de favorecimento.

 

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A investigação da Polícia Federal continua, e a menção aos empresários na conversa, por si só, não comprova a prática de irregularidades. 

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