Justiça do Trabalho de MG entendeu que houve pressão para que os funcionários votassem em Bolsonaro, à época candidato à Presidência
Uma empresa foi condenada pela Justiça do Trabalho em Minas Gerais ao pagamento de R$ 400 mil por prática de assédio eleitoral contra funcionários durante o período de eleições.
A decisão reconheceu que trabalhadores foram submetidos a pressão no ambiente profissional com o objetivo de influenciar suas escolhas políticas, o que configura violação à liberdade de voto. Esse tipo de conduta envolve intimidação, constrangimento ou indução de empregados em relação a candidatos ou posicionamentos políticos.
De acordo com o entendimento da Justiça, o uso da hierarquia dentro da empresa para interferir na decisão eleitoral dos funcionários ultrapassa os limites do poder do empregador e fere direitos fundamentais garantidos pela Constituição, como a liberdade de consciência e de manifestação política.
Veja também

Mega-Sena 2999: veja quando será o sorteio do prêmio acumulado em R$ 70 milhões
Calar a advocacia é calar a democracia: o caso Áricka Cunha e a falência do direito
A indenização fixada tem caráter coletivo e busca reparar os danos causados não apenas aos trabalhadores diretamente afetados, mas também à sociedade, já que o assédio eleitoral compromete o processo democrático.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
Casos desse tipo têm sido cada vez mais monitorados por órgãos de fiscalização, especialmente após o aumento de denúncias registrado nas últimas eleições no país. A decisão reforça que empresas não podem utilizar sua estrutura ou influência econômica para direcionar o voto de empregados, sob risco de sanções.