Fiscalização identificou terraplanagem sem licença, supressão de vegetação e lançamento de sedimentos no curso d’água
O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) aplicou multas que ultrapassam R$ 3 milhões contra uma empresa de transportes após identificar danos ambientais no rio Urubu, em Presidente Figueiredo, no interior do Amazonas. A autuação ocorreu durante uma fiscalização que constatou o lançamento irregular de sedimentos no curso d’água.
Segundo o órgão ambiental, a empresa realizava serviços de aterro e terraplanagem sem licença ambiental. As intervenções teriam como objetivo a criação de uma praia artificial às margens do rio.
Durante a fiscalização, realizada em conjunto com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Presidente Figueiredo, foram identificadas diferentes irregularidades. O Ipaam lavrou três autos de infração contra a empresa, relacionados à execução de obra sem licenciamento, ao lançamento de resíduos no rio e à intervenção em Área de Preservação Permanente (APP).
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A vistoria também apontou a supressão de vegetação nativa e o soterramento de três nascentes na área afetada. De acordo com o Ipaam, a ausência de estruturas adequadas para conter os materiais utilizados na terraplanagem permitiu que a argila fosse carregada para o rio.
O sedimento alterou a coloração da água e provocou impactos em pontos turísticos da região, entre eles a Cachoeira Natal.
Diante das irregularidades, a obra foi embargada pelo órgão ambiental. O Ipaam informou que, após a interrupção das atividades, a coloração do rio Urubu já voltou aos padrões considerados normais.
A investigação, no entanto, ainda não foi concluída. O instituto informou que pretende analisar imagens de satélite para dimensionar com maior precisão a área atingida pela supressão vegetal e pelas intervenções de terraplanagem.
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A empresa autuada terá 20 dias para apresentar defesa administrativa ao Ipaam ou realizar o pagamento das multas aplicadas pelo órgão.