Empresária Liege Aurora Pinto da Cruz é a proprietária da mansão de luxo onde o Denarc apreendeu a droga negra em outubro deste ano
A empresária peruana Liege Aurora Pinto da Cruz, 74, é a proprietária de uma mansão no bairro da Ponta Negra, Zona Oeste de Manaus e dona de quatro unidades das Lojas Arezzo do Amazonas.
Até aí tudo bem quanto ao privilégio de ser dona desse patrimônio milionário, no entanto, o fato que complica a situação da empresária estrangeira, é que no dia 20 outubro deste ano, foram apreendidos 34 quilos de cocaína negra e 16 quilos de cloridrato de cocaína comum, no referido imóvel de luxo.
O material apreendido durante operação do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), representa um prejuízo estimado em R$ 19,5 milhões para o crime organizado.
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O delegado e diretor do Denarc, Rodrigo Torres, juntamente com o delegado geral Bruno Fraga, confirmaram no dia da apreensão que “o valor aproximado de cada quilo desse tipo de cocaína negra está avaliado no exterior, em torno de 100 mil dólares, um valor muito acima do normal.
Casal de peruanos presos na operação
que encontrou cocaína negra na mansão
A polícia também descobriu que essa droga seria exportada para o exterior dentro de quadros e de cadeiras que foram encontrados na mansão de luxo, mas durante a investigação foi possível descobrir todo o esquema de ocultação antes que o entorpecente deixasse o país.
Na mansão foram encontrados e presos o casal Geman Alonso Pires Rodrigues, 51, e Jeyme Farias Batalha, que se apresentaram como caseiros da mansão de luxo. O homem e a mulher foram autuados em flagrante por tráfico de drogas e associação para o tráfico.
Os policiais do Denarc confirmaram que cocaína negra, pois o entorpecente passa por um processo químico de modificação para que se torne indetectável por cães farejadores e pelos reagentes de aferição preliminares.
Os policiais do Denarc explicaram que para ludibriar os trabalhos policiais, os criminosos, colocam outras substâncias na cocaína, incluindo carvão para ocultar o forte cheiro, depois eles desfazem o processo e o entorpecente volta a ser a cocaína comum.
Cocaína negra apreendida foi avaliada em mais de R$ 19 milhões
e imóvel pertence a uma rica empresária peruana que está
sendo investigada pelo Denarc (Fotos: Divulgação)
O Denarc continua a investigação desse esquema de tráfico de cocaína negra, vinda do Peru, para Manaus e que daqui, seguiria para outros países. A empresária peruana, Liege Aurora Pinto da Cruz, ainda não se apresentou no Denarc, para depoimento.
Através dos advogados que fazem sua defesa a empresária divulgou que está a disposição das autoridades policiais e afirmando que a droga foi encontrada em um imóvel anexo da mansão, onde moram o casal de caseiros, que foi preso durante a operação.
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Ainda sobre o casal preso na mansão de luxo, eles foram autuados em flagrante e encaminhados para a audiência de custódia no mesmo dia. O homem e a mulher já têm passagem pela Justiça e, desta vez, ficou comprovado que estavam sendo os responsáveis por guardar e enviar a droga para o exterior, segundo o delegado Rodrigo Torres.
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Liege Aurora Pinto da Cruz se defende dizendo que não estava no Brasil durante a operação do Denarc. A empresária afirmou também que frequentava a casa aleatoriamente ficando o imóvel, que tem inclusive campo de futebol e heliporto, sob os cuidados do caseiro German e de sua companheira Jeyme, que também foi presa na operação.
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