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Empresas debatem soluções para sustentabilidade da saúde suplementar
Foto: divulgação

Com os custos médicos disparando e a população envelhecendo rapidamente, o sistema de saúde suplementar, composto por operadoras de planos de saúde, autogestoras e prestadores de serviços, a exemplo de laboratórios e clínicas, têm sofrido uma grande pressão nos últimos anos. Em 2024, o índice médio de gastos assistenciais em relação à receita — chamado de sinistralidade — chegou a 82,2%.

 

Os serviços de atenção primária, como a Amparo Saúde, empresa do Grupo Sabin, contribui para a gestão de saúde de grupos populacionais por meio de programas e linhas de cuidados coordenados.

 

Como parceira das operadoras e empresas, a Amparo tem apoiado a redução dos custos com saúde e sinistralidade médica, bem como do absenteísmo, e a melhoria de desfechos clínicos.

 

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Foto:Divulgação

 

"Uma população saudável é melhor para todos, para o próprio colaborador, para a empresa, para a sustentabilidade do sistema de saúde e para a sociedade como um todo", afirma Tatiana Marchioli Silva, gestora nacional da Amparo Saúde. A empresa do Grupo Sabin é especializada em atenção primária e foi a primeira da América Latina a ser certificada em gestão de saúde populacional pela Aliança para a Saúde Populacional (ASAP).

 

Tatiana foi a palestrante do workshop 'APS como Estratégia de Cuidado para as Operadoras', realizado no último dia 9 de setembro na matriz do Sabin, em Manaus.

 

O encontro reuniu 12 instituições ligadas à saúde suplementar, como operadoras de autogestão, órgãos públicos e entidades de classe, e foi promovido em parceria com a União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas). A participação da Amparo reflete o interesse da empresa em expandir seus serviços para a região Norte.

 

DEMANDA CRESCENTE

 

O envelhecimento da população brasileira é um dos fatores centrais desse cenário. Estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que 37,8% da população será composta por idosos em 2070 — mais que o dobro dos 15,6% registrado até 2023. Esse novo perfil demográfico aumenta a procura por serviços médicos, principalmente quando não teve prevenção e cuidados adequados em fases anteriores da vida, e eleva os custos com cuidados prolongados e doenças crônicas.

 

Para enfrentar esse desafio, a atenção primária vem sendo apresentada como estratégia de cuidado mais resolutiva e econômica. O modelo adotado pela Amparo Saúde inclui o acompanhamento contínuo de pacientes com condições crônicas e personalização do atendimento conforme a realidade de cada empresa ou órgão público.

 

Uma pesquisa realizada pelo Grupo Sabin e pela Amparo Saúde, em parceria com uma gestora de benefícios, apontou que a adoção da APS levou a uma redução de 26% nos custos assistenciais com colaboradores.

 

Segundo Tatiana, a resolutividade da atenção primária chega a 90%, o que significa que nove em cada dez demandas de saúde podem ser resolvidas sem a necessidade de encaminhamento para especialistas.

 

Além de consultas, o modelo inclui ações educativas, como palestras e rodas de conversa, que promovem a conscientização dos pacientes sobre suas condições de saúde. As chamadas "linhas de cuidado" podem incluir acompanhamento de doenças como diabetes, hipertensão, câncer e outras mais frequentes em idosos.

 

IMPRESSÕES DO EVENTO

 

O evento em Manaus teve como foco debater com as operadoras e autogestoras de saúde modelos para promover a sustentabilidade do sistema suplementar de saúde e os benefícios da atenção primária.

 

Para Maria Simone Ribeiro dos Santos, enfermeira do trabalho da NovaMed, gigante na fabricação de medicamentos da Zona Franca de Manaus, a proposta é promissora. "É um trabalho que podemos implementar nas empresas. Vai diminuir bastante o absenteísmo e fazer um diferencial de excelência", afirma.

 

Régis Torres, gestor do Sabin no Amazonas, destacou que a presença das companhias no evento ressalta a importância de se debater atenção primária em um momento de desafio.

 

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A superintendente da Unidas no Amazonas, Camila Miranda Merkel, também elogiou a iniciativa. "O envelhecimento populacional já é uma realidade e vivemos uma rotina cada vez mais frenética. A APS traz conceitos preventivos, e isso faz diferença para o sistema de saúde suplementar", conclui.  

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