Levantamento revela que 61% dos brasileiros já tiveram problemas após emprestar dinheiro a amigos.
Quando o assunto é dinheiro, a amizade tem limite. Pelo menos é o que aponta uma pesquisa realizada pela Serasa em parceria com o instituto Opinion Box, que mostra que 61% dos brasileiros já se arrependeram de ter emprestado dinheiro a um amigo. O levantamento revelou também que 57,5% acreditam que amizade e finanças não combinam.
O estudo, que ouviu 909 pessoas de diferentes regiões do país entre os dias 24 de junho e 7 de julho, revela uma relação delicada entre vínculos afetivos e decisões financeiras. Apesar dos riscos, 82% dos entrevistados afirmaram já ter emprestado dinheiro a um amigo, enquanto 67% admitiram já ter pedido.
A boa intenção, no entanto, nem sempre gera bons frutos. Três em cada dez brasileiros já pegaram empréstimos bancários para ajudar um colega, e 40% acabaram ficando com o nome sujo por conta disso. Para 31%, problemas com dinheiro levaram ao rompimento de amizades.
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Segundo Thiago Ramos, especialista em educação financeira da Serasa, os dados mostram a importância de se falar abertamente sobre dinheiro, inclusive entre amigos. “A amizade continua sendo uma rede de apoio importante para os brasileiros, inclusive nas finanças. Mas a falta de planejamento pode transformar boas intenções em conflitos”, explica.
Outro ponto sensível revelado pela pesquisa é a vergonha em tratar de finanças. Quase 60% dos brasileiros escondem suas dívidas dos amigos. A tradicional “vaquinha” ou divisão de contas também pode ser motivo de tensão: apenas 33% afirmam que sempre dividem os custos quando estão em grupo, enquanto 9% dizem que alguém sempre paga mais — e isso incomoda.
Mesmo assim, a amizade também aparece como apoio positivo: 43% dos entrevistados disseram compartilhar promoções, cupons e dicas de economia entre amigos. E 67% já compraram algo influenciados por alguém do círculo social.
Para Thiago, a chave está no diálogo franco. “Criar um ambiente sem julgamentos é essencial. Cada um tem uma realidade financeira diferente e, com empatia, é possível evitar situações desconfortáveis, como convites incompatíveis com o bolso dos outros”, conclui.
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A pesquisa reforça que, por mais sólida que seja uma amizade, é preciso estabelecer limites claros quando o assunto é dinheiro. Afinal, ajudar um amigo não deve custar a paz — nem o nome com restrição.