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Enchentes lideram preocupações ambientais dos moradores das capitais brasileiras
Foto: Divulgação

Pesquisa revela que alagamentos e inundações já são vistos como os principais desafios ambientais em diversas capitais, refletindo os impactos cada vez mais visíveis das mudanças climáticas.

Os alagamentos e as enchentes se tornaram a maior preocupação ambiental para moradores de várias capitais do Brasil, segundo a pesquisa Viver nas Cidades: Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, divulgada nesta terça-feira (2) pelo Instituto Cidades Sustentáveis em parceria com o Ipsos-Ipec.

 

O levantamento aponta que o tema aparece como principal preocupação em cidades como Porto Alegre, Goiânia, Belo Horizonte, Recife e Rio de Janeiro, evidenciando a crescente inquietação da população diante dos efeitos das mudanças climáticas e dos eventos extremos registrados nos últimos anos.

 

Em São Paulo, porém, a principal preocupação dos entrevistados é a poluição do ar, citada por mais da metade dos participantes. A pesquisa também ouviu moradores de Belém, Fortaleza, Manaus e Salvador, entre outras capitais brasileiras.

 

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Os dados mostram que a preocupação com enchentes é ainda maior entre pessoas com maior escolaridade e integrantes das classes sociais A, B e C. Já a poluição atmosférica aparece com mais destaque entre os entrevistados com renda familiar mais elevada.

 

Além de identificar os principais problemas ambientais, o estudo também avaliou como a população percebe os impactos das mudanças climáticas no cotidiano. O calor excessivo lidera a lista, seguido pela poluição do ar, aumento no preço dos alimentos e ocorrências de enchentes e alagamentos.

 

Para o coordenador-geral do Instituto Cidades Sustentáveis, Jorge Abrahão, houve uma mudança significativa na percepção da sociedade. Segundo ele, temas ligados ao meio ambiente passaram a ocupar espaço semelhante ao de áreas tradicionalmente consideradas prioritárias, como saúde e educação.

 

Abrahão também criticou a demora na adoção de medidas preventivas por parte dos gestores públicos, destacando que muitas ações só são implementadas após a ocorrência de tragédias.

 

Durante o lançamento da pesquisa, a deputada federal e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, defendeu a criação de mecanismos permanentes para o enfrentamento da crise climática, incluindo um conselho nacional de segurança climática e novas políticas públicas voltadas para adaptação, mitigação e desenvolvimento sustentável.

 

O estudo revelou ainda que 84% dos entrevistados acreditam que as prefeituras têm papel fundamental no combate aos efeitos das mudanças climáticas e na construção de cidades mais resilientes.

 

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A pesquisa foi realizada entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, com cerca de 3,5 mil entrevistas online em capitais brasileiras. A iniciativa contou com apoio do Sesc São Paulo e integra ações ligadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), com apoio da União Europeia e de entidades voltadas à gestão urbana sustentável. 

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