Pesquisa da Confederação Nacional do Comércio (CNC) mostra que percentual de endividados voltaram a crescer
O percentual de famílias brasileiras endividadas voltou a crescer em julho e atingiu um novo recorde histórico, mesmo após três meses de funcionamento do programa Desenrola 2.0. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (6) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), 82% das famílias estavam endividadas em julho, alta de 0,4 ponto percentual em relação a junho e de 3,5 pontos percentuais na comparação com o mesmo período de 2025. Este é o sexto mês consecutivo em que o indicador alcança o maior nível da série histórica.
Apesar do aumento no número de famílias com dívidas, a inadimplência apresentou queda. O percentual de consumidores com contas em atraso recuou de 29,9% em junho para 29,8% em julho, ficando abaixo dos 30% registrados no mesmo mês do ano passado.
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Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, o cenário exige atenção, já que o elevado endividamento pode comprometer a recuperação da economia. Segundo ele, embora programas como o Desenrola e o aumento da renda tenham contribuído para aliviar parte da pressão financeira, ainda são necessárias medidas para reduzir o peso das dívidas no orçamento das famílias.
Outro dado que preocupa é o comprometimento da renda. Em julho, 19% das famílias tinham mais da metade dos rendimentos mensais comprometidos com o pagamento de dívidas, o maior percentual desde março. Em média, os brasileiros endividados destinam 29,5% da renda para quitar compromissos financeiros.
A CNC avalia que a recente redução da taxa Selic, de 14,25% para 14% ao ano, poderá melhorar gradualmente as condições de crédito, mas os efeitos devem ser sentidos apenas no médio prazo.
A pesquisa também mostrou que as famílias de menor renda continuam sendo as mais afetadas. Entre aquelas que recebem até três salários mínimos, o percentual de endividados chegou a 84,9%, além de registrar aumento nas contas em atraso, enquanto os grupos de renda mais elevada apresentaram melhora nos indicadores de inadimplência.O percentual de famílias brasileiras endividadas voltou a crescer em julho e atingiu um novo recorde histórico, mesmo após três meses de funcionamento do programa Desenrola 2.0. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (6) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), 82% das famílias estavam endividadas em julho, alta de 0,4 ponto percentual em relação a junho e de 3,5 pontos percentuais na comparação com o mesmo período de 2025. Este é o sexto mês consecutivo em que o indicador alcança o maior nível da série histórica.
Apesar do aumento no número de famílias com dívidas, a inadimplência apresentou queda. O percentual de consumidores com contas em atraso recuou de 29,9% em junho para 29,8% em julho, ficando abaixo dos 30% registrados no mesmo mês do ano passado.
Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, o cenário exige atenção, já que o elevado endividamento pode comprometer a recuperação da economia. Segundo ele, embora programas como o Desenrola e o aumento da renda tenham contribuído para aliviar parte da pressão financeira, ainda são necessárias medidas para reduzir o peso das dívidas no orçamento das famílias.
Outro dado que preocupa é o comprometimento da renda. Em julho, 19% das famílias tinham mais da metade dos rendimentos mensais comprometidos com o pagamento de dívidas, o maior percentual desde março. Em média, os brasileiros endividados destinam 29,5% da renda para quitar compromissos financeiros.
A CNC avalia que a recente redução da taxa Selic, de 14,25% para 14% ao ano, poderá melhorar gradualmente as condições de crédito, mas os efeitos devem ser sentidos apenas no médio prazo.
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A pesquisa também mostrou que as famílias de menor renda continuam sendo as mais afetadas. Entre aquelas que recebem até três salários mínimos, o percentual de endividados chegou a 84,9%, além de registrar aumento nas contas em atraso, enquanto os grupos de renda mais elevada apresentaram melhora nos indicadores de inadimplência.