Dados sobre endividamento das famílias foram divulgados nesta quinta-feira (29/10) pelo Banco Central
O endividamento das famílias brasileiras alcançou 49,9% em agosto de 2026, segundo dados do Banco Central. O indicador apresentou aumento de 0,2 ponto percentual em relação ao mês anterior e avançou 1,1 ponto percentual no acumulado de 12 meses, mostrando que as dívidas continuam pressionando o orçamento doméstico.
O levantamento faz parte do relatório de Estatísticas Monetárias e de Crédito, divulgado pela autoridade monetária. Além do crescimento do endividamento, o documento aponta que o comprometimento da renda das famílias com dívidas permaneceu em 28,7% em agosto, mesmo patamar registrado em julho. Na comparação anual, houve alta de 1,4 ponto percentual.
A inadimplência também preocupa. A taxa referente à carteira de crédito do Sistema Financeiro Nacional chegou a 5% em agosto, com aumento de 0,1 ponto percentual no mês e de 0,9 ponto percentual em 12 meses. O índice representa o maior nível da série histórica iniciada em março de 2011.
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Entre as pessoas físicas, a inadimplência alcançou 6%, enquanto entre as empresas ficou em 3,3%. Nas operações de crédito com recursos livres, cujas condições são negociadas entre bancos e clientes, a taxa chegou a 6,6%, após aumento de 0,2 ponto percentual.
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Os números mostram que o avanço das dívidas persiste mesmo após o lançamento do Novo Desenrola Brasil, programa criado para facilitar a renegociação de débitos. Diante do cenário, o Banco Central informou que prepara medidas para reduzir os riscos associados às modalidades de crédito mais caras e incentivar práticas mais sustentáveis na concessão de empréstimos.