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Energia renovável protege países de choques globais, mostram especialistas
Foto: Reprodução

Exemplos como Uruguai e Dinamarca mostram que investir em energias renováveis diminui vulnerabilidade a choques energéticos globais

Países que geram mais energia a partir de fontes eólicas, solares e outras renováveis estão mais protegidos contra choques energéticos globais, segundo especialistas, à medida que o conflito no Oriente Médio abala os mercados.

 

A guerra se intensificou após ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã em 28 de fevereiro, e o risco de ataques iranianos quase paralisou o Estreito de Ormuz, rota usada para transportar cerca de 20% do petróleo e gás consumidos mundialmente. A escassez decorrente dessa interrupção eleva preços de combustíveis e produtos em todo o mundo, afetando desde eletricidade e aquecimento de residências até transporte e indústria.

 

Atualmente, cerca de 80% da energia primária global ainda depende de combustíveis fósseis, a principal fonte de emissões de gases de efeito estufa. Especialistas como Antony Froggatt, da ONG Transport & Environment, destacam que essa dependência deixa as economias vulneráveis a crises geopolíticas. Rana Adib, da REN21, observa que países com maior participação de energias renováveis produzidas localmente enfrentam choques globais com mais resiliência, pois tecnologias como turbinas eólicas e painéis solares usam recursos locais, minimizando riscos externos.

 

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O Uruguai é um exemplo de sucesso. Após a crise financeira de 2008, o país investiu pesado em energia limpa. Hoje, mais de 90% da eletricidade uruguaia vem de fontes renováveis (eólica, solar, hidrelétrica e biocombustíveis) garantindo estabilidade de preços mesmo durante crises energéticas globais. O investimento também gerou cerca de 50 mil empregos e economia anual de 500 milhões de dólares em importações de energia. Ainda assim, o país mantém alguma dependência de combustíveis fósseis para transporte e indústria, avançando na eletrificação e descarbonização.

 

Outro caso relevante é a Dinamarca, que, após a crise do petróleo na década de 1970, desenvolveu cedo energias renováveis. Hoje, mais de 80% da eletricidade do país é limpa, com destaque para a energia eólica, responsável por quase 60%. Sistemas de aquecimento urbano eliminam o carvão e planejam depender 100% de biometano renovável até 2030. Estudos mostram que cada aumento de 1% na participação de renováveis reduz em média 0,6% o preço da eletricidade, vantagem que se intensifica em momentos de alta nos preços do gás.

 

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Especialistas afirmam que a crise energética atual deve acelerar a transição para energias renováveis, tornando-as mais competitivas e pressionando governos a reduzir a dependência de combustíveis fósseis. A eletrificação total de transportes e aquecimento será essencial para proteger consumidores de aumentos de preços. Além de reduzir emissões e combater mudanças climáticas, o investimento em energia limpa fortalece a segurança energética e aumenta a resiliência das sociedades frente a choques globais, destacam Froggatt e Adib. 

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